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Coimbra empresta peças chinesas para exposição em Lisboa

16 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Coimbra empresta peças chinesas para exposição em Lisboa

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) solicitou à Câmara de Coimbra (CMC) o empréstimo temporário de duas peças do acervo municipal Colecção Telo de Morais, intituladas “Kendi” e “Bacia”, para integrarem a exposição “A Cidade Global, Lisboa no Renascimento”.

A exposição irá estar patente no MNAA, de 26 de Janeiro a 09 de Abril de 2017 e o pedido que mereceu a aprovação do presidente da CMC, Manuel Machado, integra a agenda da reunião da próxima segunda-feira (dia 19) do Executivo Municipal.

O pedido foi efectuado pelo director do MNAA, António Filipe Pimentel, ao presidente da CMC, com o objectivo das referidas peças integrarem a exposição “A Cidade Global, Lisboa no Renascimento”, que vai estar patente no MNAA, um dos museus nacionais mais visitados.

“A inclusão destas duas peças na exposição, além de prestigiante, permite a divulgação dos acervos municipais”, lê-se no documento que vai ser apreciado na reunião do Executivo camarário.

A mostra é organizada pela Direcção Geral do Património Cultural e pelo MNAA e conta com empréstimos nacionais e internacionais, nomeadamente da British Library, British Museum, Victoria & Albert Museum, do Museu Nacional del Prado e da Biblioteca Nazionale Centrale di Firenze, entre outros.

A exposição pretende “mostrar o estatuto único de Lisboa no século XVI como capital cosmopolita, cabeça de um império e entreposto de curiosidades, recorrendo a uma variada tipologia de peças, provenientes de colecções públicas e privadas”, refere, ainda, o documento.

As duas peças do acervo municipal de Coimbra – Colecção Telo de Morais, intituladas “Kendi” e “Bacia”, são ambas chinesas, da dinastia Ming (1368 – 1644), dos finais do século XVI, inícios do século XVII. São de porcelana branca, decorada a azul-cobalto sob vidrado (a dita porcelana Kraak) e foram criadas nos fornos de Jingdezhen, na província chinesa de Jiangxi.

O MNAA assegura que estão garantidas todas as condições exigíveis para a salvaguarda das peças, desde embalagem, transporte, manuseamento etc. e aceita a realização de um seguro “prego a prego”, pelo valor indicado pela CMC, que é de 4 000 euros (“Kendi”) e 9 000 euros (“Bacia”).

Os serviços municipais propõem na informação que vai à reunião do Executivo, a cedência das peças ao MNAA de 02 de Janeiro a 21 de Abril, “considerando estarem cumpridas as regras para o empréstimo temporário das peças solicitadas e atendendo ao facto de se tratar de uma mais-valia para o acervo municipal de Coimbra – Colecção Telo de Morais poder vir a integrar esta exposição, organizada por uma instituição nacional de reputada importância e visibilidade”, lê-se no documento.