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Coimbra: Empresa admite falhas nas refeições escolares

14 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Coimbra: Empresa admite falhas nas refeições escolares

A Câmara Municipal de Coimbra anunciou, hoje, a realização de uma reunião sobre as refeições escolares, onde dá conta de que um administrador da ICA “admite que há falhas na distribuição” e promete o “reforço da área da confecção”.

A propósito da sessão, uma nota de Imprensa da autarquia dá conta de que o presidente da CMC, Manuel Machado, e o vereador da Educação, Jorge Alves, reuniram-se com um administrador da ICA, Paulo Meireles, e com representantes de associações de pais e de direcções de escolas.

A informação do Gabinete de Imprensa da CMC é a seguinte:

Todos concordaram pugnar pela melhoria da qualidade e quantidade das refeições escolares disponibilizadas nos estabelecimentos de ensino que são servidos pela ICA, se não antes, já no próximo mês de Janeiro.

“Penso que podemos gerar aqui uma plataforma de confiança”, sintetizou Manuel Machado, que a seguir vincou: “e de melhoria!” Na opinião do autarca, a reunião entre as partes constituiu “um passo importante” e “os problemas inventariados são resolúveis”. No entanto, apesar de “mais optimista”, Manuel Machado avisou que “não abranda os circuitos municipais de supervisão e acompanhamento”.

“Admitimos que há falhas na distribuição”, começou por reconhecer Paulo Meireles. O responsável aludiu à adopção de medidas concretas, caso do reforço das áreas de confecção e supervisão da ICA com mais pessoas”.

Perante as queixas apresentadas por pais, o administrador da ICA garantiu: “Iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance [para melhorar], não olhamos a meios.”

O gestor deixou também garantias de que, doravante, as refeições deverão originar menos motivos de queixa. “Da nossa parte há um único objectivo: a satisfação do utilizador final, que são as crianças, que têm uma prioridade absoluta inquestionável”, afirmou, insistindo: “podem confiar na empresa, as crianças podem comer à vontade.”

Paulo Meireles agradeceu a “colaboração” e as “críticas” dos pais e adiantou uma explicação para, por vezes, se dizer que “a comida não sabe a nada”. Segundo o responsável, por orientação da Administração Regional de Saúde (ARS), a empresa foi obrigada a reduzir bastante o sal que usa na confecção dos alimentos.

As queixas dos pais vão da falta da comida, nomeadamente carne ou peixe, a dias em que as refeições sobram, até a problemas de temperatura dos alimentos, mais baixa do que seria conveniente, ou a faltas ao nível das refeições de dieta.

Uma mãe aludiu, inclusive, a “sopa imprópria”. Outra encarregada de educação descreveu que a comida é melhor quando a fiscalização está na escola, seja ela efectuada pela empresa ou pela CMC. Sobre este assunto, o vereador Jorge Alves garantiu que a ICA não é informada de quando e onde a Câmara fiscaliza. Já Paulo Meireles afiançou que um aspecto não está relacionado com outro.

Os pais concordaram que tem havido melhorias recentes no serviço e em reivindicar a elaboração de um manual de procedimentos por parte da empresa que estabeleça, por exemplo, a quantidade de comida a distribuir por cada aluno.