Coimbra  23 de Julho de 2024 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra debate amanhã sobre sala de consumo assistido na Baixa

20 de Junho 2024 Jornal Campeão: Coimbra debate amanhã sobre sala de consumo assistido na Baixa

Amanhã, dia 21, a associação Existências vai realizar uma conversa sobre a possibilidade de promover em Coimbra uma sala de consumo assistido. O evento terá lugar no espaço CoolaBoola Colab (Praça do Comércio, 50), entre as 14h30 e as 17h30, e será intitulado “Sala de Consumo Assistido – uma resposta para a Baixa de Coimbra?”.

A iniciativa contará com a presença das entidades responsáveis pelas soluções de salas de consumo assistido em Portugal, incluindo o Grupo de Activistas em Tratamento e a APDES, que gerem as salas de consumo assistido em Lisboa e Porto, respectivamente. Também estarão presentes representantes de estruturas locais, como a Câmara Municipal de Coimbra, a Junta de Freguesia da União de Freguesias de Coimbra, o Centro de Respostas Integradas de Coimbra (CRI Coimbra – ICAD) e a IREFREA Portugal.

Apesar de existirem salas de consumo assistido em vários países europeus desde 1986 e de estas serem legalmente reconhecidas em Portugal desde 2001, o nosso país só recentemente adoptou estas estruturas em Lisboa e no Porto.

As salas de consumo assistido são locais onde pessoas com comportamentos aditivos podem consumir drogas ilícitas, trazidas por elas próprias, sob supervisão de pessoal qualificado, de forma mais segura. O objectivo é evitar novas infecções, prevenir mortes por overdose e aproximar os utilizadores dos serviços de saúde e sociais.

“Acreditamos que Coimbra, especialmente a zona da Baixa, onde se verificam consumos de drogas, beneficiaria significativamente da implementação de uma estrutura deste tipo. Em primeiro lugar, garante-se dignidade e melhores condições de saúde às pessoas que consomem drogas. Em segundo lugar, promove-se a redução do consumo de drogas em espaços públicos, diminuindo a presença de agulhas usadas e outros materiais de consumo, bem como outros problemas de ordem pública associados aos locais abertos de consumo. Por fim, este modelo facilita uma maior proximidade e a criação de redes de suporte mais eficazes para os consumidores, promovendo a integração social e, se possível, o abandono dos consumos nocivos de drogas” refere o comunicado.