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Coimbra: CpC quer sujeitar gestão do convento a auditoria

11 de Setembro 2017

Esperançado em renovar a sua representação na vereação do Município, o movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) vai propor uma auditoria à gestão do Centro de Convenções e Espaço Cultural (CCEC).

Candidata de CpC a vereadora, Catarina Caldeira Martins preconizou, hoje, em conferência de Imprensa, um figurino de gestão profissional em alternativa à “gestão paroquial”.

A autarca (membro da Assembleia Municipal) e docente universitária afirmou ter ficado perplexa face “ao silêncio” com que Manuel Machado (PS) deixou de responder-lhe, sexta-feira (08), durante um debate organizado pela Rádio Regional do Centro e pelo “Campeão”.

“O que se passa com o CCEC é da maior opacidade”, alegam o candidato de Cidadãos por Coimbra à liderança do Município, Jorge Gouveia Monteiro, e a autarca.

Há um “silêncio demasiado ruidoso, que sinaliza um problema real e uma situação de profunda falta de transparência”, considera o movimento coordenado por José Dias.

Segundo CpC, o complexo instalado no convento de S. Francisco sofre de “gestão difusa, delegada na empresa “Metáforas e vírgulas” apesar de ela ser formalmente assumida pela Câmara Municipal”.

A “Metáforas e vírgulas”, pertencente a João Aidos (ex-candidato do PS a vereador), foi constituída em meados de Junho de 2016 e, volvida uma semana, beneficiou de um ajuste directo no montante de 74 800 euros.

“Trata-se de um ajuste para substituição de dois anteriores”, outorgados com outra empresa de João Aidos, “tendo a constituição da “Metáforas e vírgulas” permitido contornar eventuais violações do Código dos Contratos Públicos”, adverte CpC.

Como o contrato com a nova empresa expira a 30 de Setembro, o movimento receia que, se Manuel Machado for reeleito para a liderança do Município, volte a haver um “episódio de nepotismo”.

Neste contexto, Cidadãos por Coimbra reitera a criação de uma empresa municipal para gestão do Centro de Convenções e Espaço Cultural.

“O silêncio de Manuel Machado quando questionado sobre quem vai estar a dirigir o convento de S. Francisco, dentro de três semanas, é uma boa imagem da opacidade com que o actual executivo camarário trata este assunto”, opina o movimento.

Cidadãos por Coimbra conclui ser indispensável conhecer e debater as contas do primeiro ano de funcionamento do CCEC, “algo que a Câmara Municipal nunca tornou público”.

“A informação é, propositadamente, dispersa e obscura, como, por exemplo, um contrato de 135 000 euros, recentemente renovado com a empresa CAN – artistas e eventos”, acentua CpC.

 

 

 

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