Coimbra  20 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Concerto culmina dia de homenagens a Linhares Furtado

16 de Julho 2019

António Travassos, Carlos Cidade, Guilherme Tralhão, Américo Figueiredo, Arnaldo Figueiredo, Alfredo Dias, Rosa Reis Marques, Fernando Regateiro, Carlos Monteiro, Margarida Ivo, Teresa Larisch, Emília Martins e José Ferrão

 

O próximo sábado (dia 20) será de homenagem a Alexandre Linhares Furtado, que há 50 anos realizou o primeiro transplante, culminando com um concerto no Pateo das Escolas da Universidade de Coimbra.

Com entrada livre, o concerto, pelas 21h00, pela Orquestra Clássica do Centro, dirigida pelo maestro Martin André e com a mais consagrada soprano portuguesa Elisabete Matos, é um tributo ao professor e ao cirurgião, pioneiro nos transplantes renal, hepático e pancreático, e ao amante da música clássica e da pintura.

Na manhã de sábado irá decorrer um encontro de transplantados, enquanto de tarde, a partir das 14h30, no Convento de São Francisco, realizar-se-à uma iniciativa promovida pela Sociedade Portuguesa de Transplantação, em que os doentes darão o seu testemunho, os CTT lançarão o selo comemorativo dos 50 anos do primeiro transplante e o professor Alfredo Mota fará uma intervenção, culminando com uma homenagem ao professor Linhares Furtado. No átrio principal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, pelas 17h00, será descerrada uma placa comemorativa.

Hoje, as 13 entidades que se associam a esta homenagem, enalteceram as múltiplas facetas de Linhares Furtado, um açoriano que se formou em Medicina em Coimbra e aqui foi pioneiro e mestre, a nível nacional e mundial.

Para António Travassos, do Centro Cirúrgico de Coimbra, é um desejo que “a cidade tenha mais personalidades como Linhares Furtado e ambicione ser a capital da Saúde”, enquanto Carlos Cidade, vice-presidente da Câmara, enalteceu os valores do homenageado, como “ser controverso, mas com ética, humanismo, resiliente, generoso e solidário”.

Guilherme Tralhão, em nome da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, destacou o homem de “grandes convicções e genial”, que também colheu, em Coimbra, o primeiro coração que foi transplantado em Portugal (em Lisboa).

Pela Faculdade de Medicina, Américo Figueiredo considerou Linhares Furtado como o “mais insigne mestre” e o que “abriu caminho para a cirurgia de forma global”, enquanto Arnaldo Figueiredo, da Sociedade Portuguesa de Transplantação e director do Serviço de Urologia e Transplantação do CHUC, sublinhou o homem de “arrojo e sentido crítico, que se não fosse médico queria ser maestro”.

O vice-reitor Alfredo Dias referiu que a Universidade vai ser palco para a homenagem a um dos seus “mais distintos membros, que fez a diferença e deixou a sua marca”, enquanto Rosa Reis Marques, presidente da Administração Regional de Saúde, desejou que o exemplo de “persistência na investigação” perdure, com estímulos e condições.

Para o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Fernando Regateiro, destaca-se o facto de Linhares Furtado ter sido “um revolucionário na área da Medicina, que inovou e constitui um exemplo de pioneirismo e um modelo, que nos puxam e fazem chegar mais longe”. Realçou, igualmente, que o CHUC foi, em 2018, no país, o centro hospitalar onde se realizaram mais transplantes do coração, do rins e do osso, e se efectuou o maior número de colheitas de órgãos.

Carlos Monteiro, vice-presidente da Comunidade Intermunicipal e líder da Câmara da Figueira da Foz, destacou que todos estes aspectos em torno de Linhares Furtados são mais um reforço ma “marca Coimbra” e um bem para a região e a Saúde, enquanto Margarida Ivo, do Instituto do Sangue e da Transplantação, considerou o homenageado “um gigante que deu o pontapé de saída para o futuro” e que fez dois tipos de transplantes hepáticos únicos a nível mundial.

Teresa Larisch, da Hepaturix, destacou que também se assinalam 25 anos dos transplantes hepáticos pediátricos, iniciados por Linhares Furtado, e que os resultados são reconhecidos pelos pais que “vêm o renascimento de um filho quando a vida está por um fio”.

Pela Orquestra Clássica do Centro, da qual Linhares Furtado é fundador e presidente da Assembleia Geral, Emília Martins, acompanhada de José Ferrão, sublinhou que a “música junta as pessoas” e o concerto, integrado no programa “Serenatas com a Lua por perto”, é um tributo “à excelência, a um grande Senhor da Medicina e a um amante das artes”.

 

 

 

 

 

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