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Coimbra: Comerciantes da “Baixa” convidados a manifestarem-se

18 de Dezembro 2017

Os comerciantes da «Baixa» de Coimbra estão a ser convidados a manifestarem-se, quarta-feira (20) à tarde, na praça de 08 de Maio, contra alegada “inércia camarária”.
Os autores da ideia, divulgada através das redes sociais, sugerem que a manifestação seja acompanhada do encerramento simbólico das lojas (16h30 – 17h30) e da entrega das respectivas chaves ao líder do Município, Manuel Machado.
“Se o Senhor não aparecer, não há problema (…); alguém lhe há-de fazer chegar o presente”, assinala o convite dirigido aos comerciantes.
Vítor Marques, presidente da Agência para a Promoção da «Baixa» de Coimbra (APBC), confessa sentir-se reticente em relação à iniciativa.
De um ponto de vista eminentemente teórico, “em abstracto”, Vítor Marques reconhece que existem motivos para a realização do evento, mas não vê que haja “uma justificação” capaz para o efeito.
O convite refere-se a recentes acontecimentos e equipara-os a “última gota”, em alusão ao começo das obras do primeiro troço da Via Central (destinada a ligar a avenida de Fernão de Magalhães à rua da Sofia).
A circulação automóvel deixou de ser possível da avenida de Fernão de Magalhães para a rua de Pedro Olaio (perpendicular à rua do Carmo), tal como no sentido inverso, e a circulação pedonal em redor da Loja do Cidadão também está condicionada.
Quem alega que o início das obras devia ser protelado para o começo de 2018 faz notar que, através do primeiro troço, a Via Central fica aquém da rua de Olímpio Nicolau Rui Fernandes, pois ainda não estão reunidas condições para a futura artéria alcançar a rua da Sofia.
A quem não queira manifestar-se os promotores do evento pedem que encerre a loja e empunhe um cartaz.
Interpelado pelo “Campeão”, o presidente da APBC opinou que a iniciativa se lhe afigura incapaz de dar qualquer contributo para a resolução dos problemas dos comerciantes e demarcou-se da postura “dos que se limitam a reclamar”.
A título de exemplo, Vítor Marques indicou que uma campanha de sonorização das ruas, na quadra natalícia, fracassou por falta de adesão, embora a angariação do montante para o efeito fosse assegurada mediante pagamento de 25 euros a cargo de 160 comerciantes.

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