Coimbra  27 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: CIM exige reforço de verbas para infra-estruturas sociais

3 de Fevereiro 2017

Reunido em Miranda do Corvo, o Conselho Intermunicipal da CIM da Região de Coimbra considerou “insuficiente” a verba de 30 milhões de euros para todo o Centro do país alocada aos investimentos em infra-estruturas sociais, segundo anunciou, hoje, aquela entidade.

O voto de desagrado, aprovado por unanimidade, tem em conta que a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra entende que “apenas serão considerados elegíveis investimentos de reabilitação, inibindo o apoio a novas construções, mesmo onde a sua necessidade seja verificada”.

Os presidentes dos 19 municípios que compõe esta CIM consideram que “as necessidades do território são muito superiores à dotação prevista”, pelo que decidiram solicitar uma reunião com “carácter de urgência” com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

“A clarificação do processo de financiamento, mapeamento e cruzamento com as necessidades da CIM de Região de Coimbra” são questões que os autarcas querem ver esclarecidas pelo Governo.

Segundo o Conselho Intermunicipal da CIM da Região de Coimbra, “a crescente complexidade da realidade social e as transformações verificadas na sociedade, nomeadamente as mudanças de índole demográfica, reflectidas no prolongamento da esperança média de vida e na diversidade do envelhecimento, as mudanças na estrutura e modelos de família e a afirmação dos direitos de participação e cidadania, exigem formas de intervenção abrangentes e um investimento na qualificação da rede de equipamentos e serviços sociais dirigidos aos diversos grupos da população”.

As políticas públicas desenvolvidas, defendem os presidentes dos 19 municípios, devem “implicar o desenvolvimento de estruturas basilares ao suporte e prevenção do risco social, na dinamização de medidas de apoio e combate ao isolamento e nas respostas integradas de apoio à família e comunidade”.

“O alargamento das respostas sociais e o crescimento da capacidade instalada é crucial”, consideram, e “deve acompanhar a diferenciação e especialização da intervenção social, assentando num sistema de redes territoriais e serviços de proximidade, ajustadas às necessidades efectivas das problemáticas e populações locais”.

Os autarcas entendem, ainda, que os investimentos na área da inclusão social devem “integrar um conjunto diversificado de medidas de acção, que se tornaram ainda mais necessárias e pertinentes no contexto e envolvente económica e social actuais”.

Segundo a CIM, “estão em causa os apoios financeiros a operações para o reforço da rede de infra-estruturas de saúde, designadamente ao nível do investimento nos cuidados de saúde primários e de proximidade, através de intervenções em infraestruturas e equipamentos, que visam colmatar as disparidades territoriais, ainda existentes em matéria de acesso e da qualidade assistencial da rede pública de saúde, com vista à satisfação integral, a nível regional, das necessidades em saúde da população”.

 

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