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Coimbra: Choro impede testemunho em julgamento

23 de Novembro 2018

A chorar convulsivamente, um jovem foi incapaz de intervir, hoje, como testemunha, num julgamento do foro criminal que está a decorrer no Tribunal de Coimbra.

Nelson Alexandre, estudante, tinha sido arrolado, pelo Ministério Público (MP), para prestar depoimento testemunhal na audiência de julgamento de três homens, acusados de ofensa à integridade física, agravada pelo resultado, que consistiu na morte de um rapaz, ocorrida em 2016, na localidade de Santo Varão.

Segundo a acusação deduzida pelo MP, entidade titular da acção penal, agressões infligidas a Leonardo Queda foram causa adequada a provocar o seu falecimento.

Apesar dos esforços do presidente de um colectivo de juízes e da magistrada incumbida de representar o Ministério Público, pela segunda vez, Nelson Alexandre não conseguiu falar.

O estudante limtou-se a balbuciar ter pedido a uma psicóloga ajuda especializada para lidar com o assunto.

O juiz Rui Pacheco disse que o Tribunal compreende “a dor e a mágoa” da testemunha, tendo em conta os laços de amizade que a ligavam à vítima.

De nada valeu a magistrada do MP Catarina Fernandes, que se dirigiu a Nelson gabando-lhe a coragem e enaltecendo o respectivo sentido de cidadania, indicar ao jovem que se trata de uma procuradora e “não de uma torturadora”.

Ao abrigo do Código de Processo Penal, a procuradora requereu a possibilidade de ser lido o depoimento prestado, na fase de inquérito, por Nelson Alexandre à Polícia Judiciária, a fim de servir para efeito de produção de prova, mas os advogados dos arguidos opuseram-se.

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