Coimbra  12 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra celebra em 2020 o Jubileu de Santo António

14 de Outubro 2019

Manuel Machado, Virgílio Antunes e Pedro Machado

 

Os 800 anos do martírio dos primeiros franciscanos em Marrocos e a sua importância na vocação de Santo António são o mote para as celebrações de um Jubileu durante 2020, em Coimbra, com uma programação pastoral, científica e cultural.

Por solicitação do bispo de Coimbra, o Papa Francisco convocou um Ano Santo para esta diocese, que será celebrado entre 12 de Janeiro de 2020 e 17 de Janeiro de 2021, com o prelado Virgílio do Nascimento a destacar a importância do Mosteiro de Santa Cruz e dos Olivais para a história da cidade, do país e do mundo.

“O Jubileu significa gratidão e acção de graças pelos acontecimentos do passado”, referiu o bispo de Coimbra, destacando na figura de Santo António a “humanidade, a ânsia de superar limites, de querer sempre mais, a fé cristã, a cultura e o desejo cultural”.

D. Virgílio Antunes desejou que este Jubileu, que assinala o martírio de cinco frades, em Marrocos, em 1219, constitua um esforço no “diálogo inter-religioso, para que seja erradicado do futuro um presente e um passado de guerras e mortes”.

Foi há 800 anos que Fernando ficou impressionado com o martírio dos missionários e decidiu fazer-se frade menor, assumindo o nome de António e ingressando no convento de Santo António dos Olivais, tendo sido como franciscano que partiu de Coimbra para o mundo, numa missão que o tornou num dos santos mais conhecidos da cristandade.

Na sessão de apresentação do ano Jubilar, na sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Cruz, o presidente da entidade regional Turismo do Centro destacou nesta actividade a importância da vertente religiosa e de iniciativas que “acrescentem valor e atractividade”.

Segundo Pedro Machado, o turismo é “um espaço de encontro de culturas”, destacando que a vertente espiritual e religiosa tem atraído grupos organizados da América do Sul e da Ásia, sublinhando que este ano a região Centro já teve 59 000 dormidas de viajantes da Coreia do Sul.

Para o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, trata-se de assinalar “os valores perenes e civilizacionais de Santo António”, de quem “praticou o bem e a pobreza, em vez da ostentação e da riqueza”.

O Jubileu terá início a 12 de Janeiro de 2020, com a celebração da abertura da Porta Santa na Igreja de Santa Cruz, pelas 16h00, uma exposição neste templo e um programa pastoral com o “Itinerário do Peregrino”, até à Igreja de Santo António dos Olivais, entre outras iniciativas.

No capítulo cultural um dos destaque será a estreia mundial da “Missão de São Francisco” e da “Missa de Santo António”, da autoria do maestro António Vitorino de Almeida, com coros e orquestra de Coimbra, a 19 de Julho, no Convento de S. Francisco. Acresce a isto um concerto de encerramento do Jubileu, com a oratória “De Fernão se fez António” e a encomenda de uma tela “Paixão dos Mártires de Marrocos, Paixão de António”.

A nível científico irá realizar-se um congresso, em colaboração com investigadores da Universidade de Coimbra, a abordará a história e culto dos mártires de Marrocos e de Santo António.

Na conferência de apresentação do Jubileu intervieram, ainda, frei Severino Centomo, o padre Francisco Claro e Carina Gomes, vereadora da Cultura.

 

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