Coimbra  17 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: CDU vai votar contra Orçamento da Câmara

29 de Outubro 2019

O vereador da CDU anunciou, hoje, que vai votar contra o Orçamento e Grandes Opções do Plano da Câmara de Coimbra para 2020, que vai ser apreciado na reunião extraordinária da Edilidade marcada para as 17h00.

Em conferência de Imprensa, hoje de manhã, o vereador Francisco Queirós declarou que “os compromissos assumidos pelo PS perante o Executivo, a Assembleia Municipal e os munícipes não passam de letra morta, pelo que a CDU reitera todas as propostas que apresentou na discussão do orçamento anterior”.

O autarca do PCP recorda as propostas que apresentou em Abril, nas quais “deixou claro que estaria atenta à sua execução, reafirmando que a sua não concretização em 2019 teria as consequências adequadas”.

Francisco Queirós recordou o compromisso de atingir o valor de 10 por cento do Orçamento até ao final do mandato, no que respeita às transferências de verbas para as freguesias, assim como a dotação de meios técnicos e humanos para melhorar as taxas de execução dos contratos interadministrativos celebrados com as juntas de freguesia.

Os parâmetros da CDU incluíam a apresentação de relatórios trimestrais dessa execução e de uma calendarização para a recuperação de desvios (relativos a anos anteriores) durante o ano de 2019; a inversão do modelo de fornecimento das refeições escolares; a reversão da externalização de serviços, até ao final do mandato; o desenvolvimento de um plano de mobilidade sustentável que incluísse respostas adequadas às especificidades dos munícipes com mobilidade reduzida; e o reforço de verbas na área cultura.

Segundo divulgou, hoje, o jornal “As Beiras”, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) totalizam 178,2 milhões de euros para 2020. A parte da Câmara é de 150,8 milhões de euros, sendo o restante (27,4 milhões de euros) relativo aos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

O quadro resumo das GOP e do Orçamento da Câmara indica que 78 por cento do valor total (117,8 milhões de euros) diz respeito a receitas correntes e 22 por cento (32,9 milhões de euros) para as receitas de capital. Quanto às despesas, a divisão é a seguinte: 90 milhões de euros (60 por cento) para despesas correntes e 60,8 milhões de euros (40 por cento) para as despesas de capital.

 

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