Coimbra  22 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: CDS/PP insiste com calendarização do Metrobus

2 de Março 2018

A autarca Lúcia Santos juntou, ontem (01), a sua voz às de deputados do CDS/PP que perguntaram ao líder do Município de Coimbra (PS) quando será lançado o concurso para implantação do Metrobus.

A questão da líder da bancada do CDS/PP na Assembleia Municipal de Coimbra foi posta durante uma reunião do órgão de fiscalização da Câmara.

Idêntica pergunta foi dirigida, pelos parlamentares Helder Amaral e Ana Rita Bessa, ao ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques.

O figurino preconizado para retirar do impasse o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), denominado Metrobus, foi anunciado, a 02 de Junho de 2017, pelo governante, que acenou com a concretização do projecto até 2021.

Manuel Machado, presidente da Câmara conimbricense, não se manifestou em condições de revelar quando irá ser divulgado o anúncio da abertura do concurso.

O autarca limitou-se a aludir a uma dotação de 50 milhões de euros caso o projecto do SMM avance no âmbito da reprogramação, prevista para este mês, dos fundos comunitários do Portugal 2020.

“Vamos até onde dá”, declarou, há dias, o edil, citado pela Agência Lusa.

Os deputados Helder Amaral e Ana Rita Bessa tinham questionado, há seis semanas, sem sucesso, o Governo e a Câmara de Coimbra sobre a situação do projecto de Metrobus.

Ao insistirem, agora, com perguntas sobre o assunto, os parlamentares pedem a Manuel Machado para lhes dizer aquilo que quis declarar ao afirmar “vamos até onde dá”. Será que quis dizer “vamos até onde o financiamento der”?, interrogam. “Quando afirmou ‘vamos até onde dá’, estava [o edil] a referir-se ao troço urbano ou ao troço suburbano”?, interrogam, ainda, Helder Amaral e Ana Rita Bessa.

Manuel Machado considerou o dia 02 de Junho de 2017 “especialmente esperançoso para Coimbra e sua região”.

O Sistema de Mobilidade do Mondego deverá desfrutar da variante da Solum, concebida na expectativa de angariar mais passageiros.

A variante, que já fez parte do malogrado projecto de Metro de superfície, consiste numa incursão do itinerário do Metrobus pela área comercial e pela zona escolar adjacentes ao Estádio Cidade de Coimbra.

Segundo o ministro Pedro Marques, mais de metade dos potenciais utentes do SMM com origem na Lousã e em Miranda do Corvo rumam a pontos de Coimbra que não eram cobertos pelo serviço ferroviário.

O figurino preconizado para retirar do impasse o Sistema de Mobilidade do Mondego contempla a circulação de 20 veículos por hora entre o Alto de S. João e Coimbra – B.

Entre Lousã e Coimbra há possibilidade de circularem cinco veículos por hora e entre a cidade e Miranda do Corvo a frequência pode duplicar. A ligação ao polo hospitalar de Celas pode ser assegurada de quatro em quatro minutos (15 veículos por hora).

O Ramal ferroviário da Lousã foi encerrado há mais de oito anos, para realização de obras que visavam a instalação de um sistema de Metro de superfície, após uma cerimónia simbólica, realizada, em Dezembro de 2009, em Serpins, a qual contou com intervenções de apoio ao projecto por parte do então líder do Município lousanense, Fernando Carvalho (PS), e da outrora presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Fátima Ramos (PSD).

Iniciadas pelo último Governo de José Sócrates, as empreitadas foram, depois, suspensas por razões financeiras, passando os utentes do serviço público ferroviário a ser transportados de autocarro.

O impasse acerca do projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego prolongou-se na vigência dos governos de Pedro Passos Coelho.

 

 

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