Coimbra  18 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Casa Rotativa concorre a prémio europeu de arquitectura

11 de Dezembro 2018

A Casa Rotativa, construída na periferia da cidade de Coimbra, é um dos 17 projectos portugueses seleccionados para o Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2019, anunciou, hoje, a Comissão Europeia, organizadora do galardão.

A habitação unifamiliar é propriedade de um engenheiro de estruturas especiais, com um conhecimento alargado em mecânica e motorização, que está sensível às questões energéticas e decidiu avançar com um projecto de carácter experimental em que toda a casa gira em função do Sol.

O projecto de arquitectura seleccionado para o prémio europeu é da autoria do arquitecto Pedro Bandeira / Pierrot le Fou, com a colaboração de Pedro Nuno Ramalho, Dulcineia Santos e Ana Lima. A estrutura e motorização é da responsabilidade de Filipe Bandeira.

A Casa Rotativa tem uma área de construção de 138 metros quadrados, uma estrutura metálica que pesa 13 407 quilogramas e um peso total de 33 170 quilogramas. O tempo de rotação por volta vai de seis a 16 minutos.

Os 17 projectos portugueses, nomeados para o Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2019, estão entre 383 projectos de 38 países, como Espanha, Grécia, Croácia, Alemanha, Bulgária, Luxemburgo, Malta, Itália, Áustria, Hungria, Suécia e Polónia.

Os 383 projectos serão reduzidos a uma lista de 40, que, por seu turno, terá cinco finalistas que serão visitados pelo júri em Abril, e o processo culminará com a entrega do prémio a 07 de Maio, em Barcelona, Espanha.

Os projectos portugueses seleccionados são o Centro de Artes de Águeda (autor AND-RÉ), a Capela do Monte, em Barão de São João (Álvaro Siza 2 – Arquitecto), o Centro Interpretativo do Vale do Tua, Foz do Tua (Rosmaninho + Azevedo Arquitectos), Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua, também na Foz do Tua (Souto Moura – Arquitectos), Promise – Casa do Caseiro, em Grândola (Camilo Rebelo Arquitectos).

Também estão nomeados a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Idanha-a-Nova (Plano Humano Arquitectos), o FPM41 (Barbas Lopes Arquitectos), o Palacete Barão de Santos (Barbas Lopes Arquitectos), a Casa na rua do Quelhas (Inês Lobo Arquitectos) e a Praça Fonte Nova (José Adrião Arquitectos), em Lisboa.

O Teatro Luís de Camões, em Lisboa (Manuel Graça Dias + Egas José Vieira, Arquitectos), o Terminal de Cruzeiros de Lisboa (Carrilho da Graça), a Capela da Luz Eterna, em Ponta Garça (Bernardo Rodrigues), a Casa Rotativa, em Coimbra (Pedro Bandeira – PLF), a Casa rua do Paraíso, Porto (FALA), o Jardim Botânico do Porto: Reabilitação da Casa Andresen e Estufas, e Reabilitação da Casa Salabert (Nuno Valentim) e o Hotel Rural Casa do Rio, em Vila Nova de Foz Côa (Menos é Mais Arquitectos), também estão incluídos.

No conjunto, há três projectos de arquitectos portugueses criados no estrangeiro: a Église à Saint-Jacques-de-la-Lande, em Rennes (Álvaro Siza 2 – Arquitecto), a LOCI Faculté d’Architecture, d’Ingénierie Architecturale d’Urbanisme, Tournai (Atelier Aires Mateus) e a Capela do Vaticano para a Bienal de Veneza 2018 (Souto Moura – Arquitectos).

O prémio, no valor de 60 000 euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado um dos galardões de maior prestígio na área da arquitectura.

 

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