Coimbra  14 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Câmara acciona plano para vagas de frio

17 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Coimbra: Câmara acciona plano para vagas de frio

A Câmara de Coimbra (CMC) accionou o Plano Municipal de Contingência para Vagas de Frio, pelo menos até sábado, iniciativa que se dirige “sobretudo às populações mais vulneráveis do concelho, nomeadamente aos sem-abrigo”, anunciou, hoje, a autarquia.

O Plano é aplicável até 31 de Março de 2017 e “tem como objectivo dar uma resposta eficaz e atempada às necessidades que possam surgir pela ocorrência das chamadas vagas de frio – com graves riscos para a saúde humana e o potencial aumento de mortes associadas a temperaturas extremas – garantindo, assim, a protecção e a segurança dos cidadãos em situação de vulnerabilidade”.

O Plano, explica a autarquia, “define o modo de actuação dos serviços e entidades que integram o Sistema Municipal de Protecção Civil, relativamente às responsabilidades, organização e conceito de operações, gestão de meios e recursos no domínio da intervenção social e da protecção civil”.

“Envolve a CMC, a Polícia Municipal, o Serviço Municipal de Protecção Civil, a Companhia Bombeiros Sapadores de Coimbra, a Polícia de Segurança Pública, a Guarda Nacional Republicana, juntas e uniões de freguesias, os Bombeiros Voluntários de Coimbra e de Brasfemes, o Centro Distrital de Coimbra do Instituto de Segurança Social e as equipas de rua e os centros de acolhimento”, lê-se na nota divulgada.

O comunicado da autarquia acrescenta que o “grupo operativo responsável pelo acompanhamento destas situações é o PISACC (Projecto de Intervenção com os Sem-Abrigo do Concelho de Coimbra), um grupo composto por várias entidades, desde a CMC ao Centro Distrital de Coimbra do Instituto de Segurança Social, passando por várias instituições de apoio social do concelho”.

“O PISACC acompanha, ao longo do ano, pessoas em situação de sem-abrigo. As instituições que constituem o PISACC têm equipas que se organizam e efectuam, em escala, todos os dias da semana, giros noturnos, de forma a assegurar que os sem-abrigo recebam reforço alimentar, agasalhos, cobertores e sacos-cama e sejam encaminhados para serviços/equipamentos adequados às suas necessidades”.

Quando existem vagas de frio, explica a autarquia, “estão estabelecidos quatro níveis de alerta baseados nos avisos meteorológicos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPAM). Consoante o seu grau de intensidade – azul (situação de vigilância), amarelo (situação de risco); laranja (vaga de frio) e vermelho (vaga de frio grave) – são comunicados pelo Serviço Municipal de Protecção Civil à autarquia para que esta comunique ao PISACC, mais concretamente às equipas de rua, o nível de alerta e a duração de tempo frio”.

“Desta forma, as equipas conseguem-se informar atempadamente junto dos locais de acolhimento (CAIS da Associação Integrar; Cáritas Diocesana de Coimbra – CAT ‘O Farol’; Venerável Ordem Terceira – Casa Abrigo Padre Américo; e CMC) do número de vagas existentes, para que, ao efectuarem a ronda, possam encaminhar as pessoas. Primeiro, são utilizadas as vagas dos equipamentos sociais, recorrendo-se aos quartos em alojamento residencial disponibilizados pela CMC quando aquelas já estiverem preenchidas”.

Este plano pode assumir quatro níveis de alerta: Azul, Amarelo, Laranja e Vermelho. Ao nível Azul corresponde um estado de vigilância. Já o Amarelo implica uma situação de risco onde são previsíveis efeitos sobre a saúde, sendo que o critério para emissão de aviso meteorológico para o distrito de Coimbra refere para este patamar uma duração superior ou igual a 48 horas, na qual se registem temperaturas mínimas entre -01.° e -03.° C.

“Segue-se o nível laranja, que configura uma vaga de frio. Neste caso são esperadas consequências graves em termos de saúde, sendo que o critério para emissão de aviso meteorológico para o distrito de Coimbra refere uma duração superior ou igual a 72 horas, no qual se registem temperaturas mínimas no intervalo de -04° a -05° C”.

O nível vermelho configura uma vaga de frio grave: “Aqui são esperadas consequências muito graves em termos de saúde e mortalidade, sendo que o critério para emissão de aviso meteorológico para o distrito de Coimbra refere uma duração superior ou igual a 96 horas, no qual se registem temperaturas mínimas inferiores a -05° C”.