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Coimbra: Autarcas criticam atraso da solução para o Metro Mondego

6 de Março 2017 Jornal Campeão: Coimbra: Autarcas criticam atraso da solução para o Metro Mondego

As 19 autarquias que compõem a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM/RC) criticam o atraso no anúncio da solução para o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) e exigem decisões.

Em nota de Imprensa enviada hoje, a CIM/RC informa que o Conselho Intermunicipal daquela entidade, reunido na quinta-feira, “aprovou por unanimidade um voto de desagrado pelo novo adiamento do anúncio da solução para o Metro Mondego”.

“Os autarcas da CIM da Região de Coimbra exigem decisões que permitam, com fundos comunitários, concluir as obras do Sistema de Mobilidade do Mondego e desta forma fazer um correcto planeamento de rede de oferta de transporte público”, adianta a nota.

“A imediata conclusão das obras e a reposição do transporte ferroviário são prioridades” para as 19 autarquias da Região de Coimbra, as quais consideram o SMM – sistema que integra o antigo ramal ferroviário da Lousã e uma linha urbana a construir na cidade de Coimbra – como uma “peça critica no sistema de mobilidade da região”.

Alegam, ainda, que o Metro Mondego é “fundamental para o desenho das novas competências” da CIM/RC em matéria de transportes públicos.

A 24 de Fevereiro, em comunicado, o gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou que o novo estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) deverá ser entregue ao Governo até 31 de Março.

O comunicado adiantava que o LNEC “solicitou o prolongamento do prazo para a conclusão do estudo, tendo em conta a complexidade do trabalho em curso” e que esse trabalho “comporta, entre outros aspectos, o aprofundamento das análises de custo-benefício já existentes e a consolidação da estrutura de financiamento do projecto, com vista à sua candidatura a fundos europeus”.

O novo estudo sobre o SMM deveria estar concluído em finais de Janeiro, mas uma fonte do Ministério do Planeamento e Infraestruturas disse à agência Lusa, no dia 03 de Fevereiro, que o laboratório tinha pedido “mais tempo para apresentar o relatório”, tendo o prazo sido alargado, primeiro para o final de Fevereiro e, depois, de acordo com o comunicado do Governo, para fins de Março.