Coimbra  18 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra aprova voto de pesar e quer acolher espólio de Louzã Henriques

19 de Agosto 2019

O executivo da Câmara Municipal de Coimbra aprovou, hoje, um voto de pesar com unanimidade pela morte do médico Louzã Henriques, tendo intenção de acolher e divulgar o seu espólio.

A ideia foi lançada hoje, durante a reunião de Câmara, com o presidente Manuel Machado a mostrar interesse em retomar as negociações com a família de Louzã Henriques.

O antigo preso político faleceu a 29 de Julho, com 85 anos, altura em que a autarquia conimbricense tinha já começado este entendimento com a família, mas que “infelizmente não se concluiu”. “Vamos de modo adequado desenvolvê-lo”, acrescentou o autarca.

Manuel Machado afirmou que Louzã Henriques, nascido em Castanheira de Pêra e militante do PCP, “foi um cidadão de Coimbra e da região, abnegado, batalhador e antifascista”. “A sua obra pública, designadamente nas áreas cívica e cultural, é merecedora do reconhecimento da Câmara Municipal de Coimbra”, acentuou.

Francisco Queirós, vereador da CDU, propôs que “seja auscultada a vontade dos familiares” de Louzã Henriques tendo em vista “o reconhecimento público desde cidadão na toponímia da cidade”.

Das suas colecções salientam-se objectos de natureza etnológica, incluindo centenas de instrumentos musicais, e no domínio da arqueologia industrial, com um acervo que abrange máquinas de costura, máquinas de escrever e aparelhos de som de várias épocas, como grafonolas e rádios antigos, entre outro.

Com fortes ligações à Lousã (onde tem um Museu com o seu nome, com colecções únicas em Portugal), Louzã Henriques residia actualmente em Coimbra, tendo falecido no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde estava internado.

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