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Coimbra / aeroporto: Trabalho de Queiró à mercê de estudo da ACIV

25 de Junho 2018

Só no Outono, munido de um estudo acabado de encomendar pela Câmara de Coimbra, Manuel Queiró irá concluir o seu trabalho sobre a “revisão estratégica dos planos municipais para a mobilidade aérea”.

A autarquia e a Associação para o Desenvolvimento da Engenharia Civil outorgaram, quinta-feira (21), um contrato que habilita a ACIV a pronunciar-se sobre uma “solução técnica e cálculo de custos com vista a expansão da pista do aeródromo” de Antanhol e Cernache.

A Câmara conimbricense destinara, há três meses, 20 000 euros à “revisão estratégica dos planos municipais para a mobilidade aérea”, depois de o presidente, Manuel Machado (PS), ter ignorado a pretensão do vereador José Manuel Silva (movimento “Somos Coimbra”) em aceder ao dossiê da eventual transformação do aeródromo de Baissaya Barreto em aeroporto.

Para o estudo a cargo da ACIV, na sequência de procedimento pré-contratual de ajuste directo, a autarquia vai desembolsar 22 000 euros.

No dia da sua tomada de posse, há oito meses, o líder do Município de Coimbra voltou a acenar com um aeroporto internacional, dizendo tratar-se de “um projecto a iniciar de imediato, partindo de estudos que a Câmara encomendou e pagou, noutros períodos”, sem que lhes haja sido dada sequência.

Manuel Queiró, engenheiro civil, ex-secretário-geral do CDS e antigo deputado à Assembleia da República, foi líder de um “fórum” que preconizava a abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil.

Citado, sábado (23), pelo diário As Beiras, o líder do Município da Figueira da Foz e presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, João Ataíde, voltou a declarar-se apologista da abertura à aviação civil da base áerea de Monte Real.

Pouco antes das mais recentes eleições locais, Manuel Machado preconizou a transformação do aeródromo de Antanhol e Cernache em infra-estrutura aeroportuária com outra envergadura.

Contudo, no canal da Câmara conimbricense no Youtube, há, desde 10 de Fevereiro de 2017, um vídeo alusivo a uma intervenção pública do líder do Município com o economista a considerar que a acessibilidade à mobilidade aérea na região Centro passa “por uma solução tão simples” como a abertura da base de Monte Real (Leiria) à aviação civil.

No sobredito vídeo, Manuel Machado afirma ser “tempo de se pensar (…) que ajudar o Interior a desenvolver-se é criar esta via de comunicação a partir de Monte Real”.

Em Abril de 2018, o vereador José Manuel Silva afirmara que a encomenda de um estudo, feita pela Câmara de Coimbra, “representa o truque” de Manuel Machado “para não cumprir a promessa eleitoral” do aeroporto.
O líder do movimento “Somos Coimbra” aludia à promessa de transformação do aeródromo de Antanhol e Cernache “por 12 milhões de euros com custos de apenas dois milhões para a autarquia”.

Em Janeiro de 2018, a autarca do CDS Lúcia Santos tinha afirmado, acerca da prometida transformação do aeródromo de Coimbra em aeroporto internacional, que a cidade está “farta de ser boa só na ficção”.

Para Lúcia Santos, membro da Assembleia Municipal conimbricense, a transformação do aeródromo de Bissaya Barreto em aeroporto internacional não representa mais do que “uma medida motivada por um ímpeto eleitoralista, que o presidente da CMC se vê agora obrigado a parecer querer cumprir”.

 

 

 

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