Coimbra  26 de Setembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Adesão à greve do lixo é de 95 por cento, diz o sindicato

30 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Coimbra: Adesão à greve do lixo é de 95 por cento, diz o sindicato

A greve dos trabalhadores de recolha de resíduos sólidos da Câmara de Coimbra, que começou às 00h00, registava hoje de manhã uma adesão de 95 por cento, segundo fonte sindical, enquanto a autarquia fala numa taxa de paralisação de 24 por cento.

A greve de quatro dias estava a registar “uma adesão de 95 por cento” no turno que começou hoje às 08h30, tendo saído apenas “dois carros” com um cantoneiro e dois motoristas para cumprir os serviços mínimos, afirmou à Agência Lusa Aníbal Martins, da Direcção regional de Coimbra do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL).

O vereador da Câmara de Coimbra Carlos Cidade, em declarações à Lusa, refere que deviam estar a trabalhar “83 pessoas” na divisão de ambiente do Município, sendo que “só 20 é que não compareceram”, sublinhando que as viaturas “saíram praticamente para os circuitos todos que estavam previstos”.

Os trabalhadores exigem mais funcionários no serviço de recolha de resíduos sólidos, “mais viaturas, melhoria das instalações e o pagamento das três horas e meia por semana que trabalharam a mais de 2007 a 2012”, referiu o delegado sindical Aníbal Martins.

De acordo com Aníbal Martins, a Câmara de Coimbra “deu um pequeno passo” ao abrir “concurso para a entrada de seis trabalhadores”, mas seriam “necessários mais 30 trabalhadores para manter os serviços a funcionar no mínimo”.

“Com a anterior gestão do PSD/CDS [na autarquia] foi criado um problema de horários de trabalho, falta de condições de trabalho e saída de trabalhadores. A gestão do PS, em vez de resolver o problema, o que tem feito é deixar correr todo este problema e mantê-lo”, notou o dirigente do STAL.

O sindicato aponta, também, uma política “acentuada de entrega de zonas a privados” na anterior gestão, quando o PSD liderava a Câmara, acrescentando que seriam necessários “mais 50 trabalhadores” para garantir o serviço que hoje é assegurado por privados.

A Câmara Municipal de Coimbra admitiu que a recolha de lixos urbanos poderá vir a sofrer perturbações devido à greve de trabalhadores e ao feriado de 01 de Janeiro, assegurando, no entanto, que está garantida a limpeza da “Baixa” da cidade, onde decorrem os festejos da passagem de ano, com focos principais no largo da Portagem, nas praças do Comércio e de 08 de Maio e no Terreiro da Erva.

Face à greve dos trabalhadores, a autarquia referiu, também, que se encontra a decorrer um procedimento concursal para a admissão de mais funcionários para este serviço, bem como de aluguer de viaturas, considerando “incompreensível” os “fundamentos genéricos e nada objectivos” do pré-aviso de greve, num período em que se regista uma “produção exacerbada de resíduos e uma utilização de espaço público mais intensa”.