Coimbra  16 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CMC/orçamento: Ausência de presidentes de juntas não foi “concertada”

5 de Janeiro 2018

Os líderes de freguesias eleitos pelo PSD não votaram o orçamento da Câmara de Coimbra para 2018 na Assembleia Municipal (AM), mas o “Campeão” julga saber que a ausência não foi «concertada».
Diligências feitas pelo nosso Jornal sugerem que cada um dos quatro presidentes de Junta agiu de “per si”.
Eventual voto desfavorável dos quatro autarcas eleitos pelo PSD (no âmbito da coligação “Mais Coimbra”) não acarretaria o «chumbo» daquele instrumento camarário. Se houvesse lugar a escrutínio de 22 votos a favor e de outros tantos contra, caberia ao presidente da Mesa da AM, Luís Marinho (PS), a prerrogativa de desempatar.
O timoneiro da União de Freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e S. Bartolomeu), João Francisco Campos, que alegou estar doente, não esteve presente, quinta-feira (04), na praça de 08 de Maio. Francisco Andrade (Santo António dos Olivais), José Simão (Santa Clara / Castelo Viegas) e José Filipe (Antanhol / Assafarge) saíram da mais recente reunião da AM imediatamente antes da votação a que foi sujeito o referido documento.
Na bancada do Partido Socialista faltava o presidente da UF de S. Martinho de Árvore / Lamarosa, Manuel Veloso, que não pôde requerer a respectiva substituição, à semelhança do que aconteceu a João Francisco.
Neste contexto, do universo dos presidentes das freguesias, apenas o timoneiro da UF de Souselas / Botão, Rui Soares (movimento “Somos Coimbra”) votou desfavoravelmente.
O presidente da Câmara conimbricense, Manuel Machado, reiterou, antes da sobredita votação, que um por cento da cobrança do imposto municipal sobre imóveis (IMI) vai ser distribuído, “de modo homogéneo”, pelas 18 freguesias do concelho. Face à probabilidade de a receita do IMI ascender a 25 milhões de euros, irá haver 250 000 euros para repartir pelas juntas.
O líder da bancada socialista na AM, José Manuel Ferreira da Silva, fez questão de reivindicar a paternidade da distribuição de um por cento do IMI, instituída há quatro anos, havendo a registar a curiosidade de Rui Soares – eleito, em 2013, como independente – ter subscrito a proposta do PS.
Num universo de 51 autarcas da Assembleia Municipal de Coimbra, tendo intervindo 46 na votação do orçamento da Câmara, o PS reuniu 22 votos a favor do documento. À representação da CDU couberam seis abstenções.
Votaram desfavoravelmente os seis membros do órgão de fiscalização da Câmara Municipal eleitos pelo movimento “Somos Coimbra”, os três do CDS/PP, os dois do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), o do PPM, o do Movimento Partido da Terra e cinco do PSD.
Interpelado, esta manhã, pelo “Campeão”, o líder da bancada do PSD, Nuno Freitas, remeteu-se ao silêncio.

 

Tabela IMI

Tabela da cobrança do IMI

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