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CMC vai arborizar largo da Cruz de Celas

2 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: CMC vai arborizar largo da Cruz de Celas

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai analisar e votar, na reunião de segunda-feira (dia 05), um anteprojecto que prevê a construção de uma plataforma/praça arborizada no largo da Cruz de Celas, anunciou, hoje, a autarquia.

A intervenção enquadra-se no projecto caminho pedonal Cruz de Celas – “Baixa”, que engloba o largo da Cruz de Celas, a rua de Augusto Rocha e a rua de Lourenço de Almeida Azevedo.

Em fase de anteprojecto, calcula-se que a intervenção nestes três locais tenha um custo de 693 240 euros e trata-se de uma empreitada incluída no Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Coimbra.

Segundo o Município, “o largo da Cruz de Celas é uma das centralidades de Coimbra, afluindo a este local, diariamente, um elevado número de pessoas, graças à diversidade de serviços, comércio e de habitações ali existentes”. “É, igualmente, um importante nó de circulação viária, funcionando, nomeadamente, como ponto de ligação entre o centro da cidade e hospitais e percurso de saída da cidade”, acrescenta.

Para a autarquia, “urge revitalizar este espaço, actualmente com uma imagem desgastada e falta de qualidade urbana e paisagística”.

A intervenção proposta procura “eliminar o seccionamento do largo, através da definição de uma plataforma/praça central, em torno da qual se faz a circulação viária. O espaço dedicado ao peão é aumentado significativamente, eliminando estrangulamentos ali existentes, nomeadamente no passeio poente da Alameda Calouste Gulbenkian e em frente ao edifício do Instituto Miguel Torga, onde as respectivas larguras serão aumentadas para mais do dobro”.

Conforme se descreve, “o espaço central será largamente permeável e plantado com árvores, dando protagonismo aos elementos vegetais que até aqui estão limitados à demarcação de separadores centrais existentes entre faixas de circulação”.

Conforme consta da informação que será distribuída aos membros do Executivo, “a presença de verde no espaço urbano tem um efeito calmante e reconfortante e induz sensações de frescura e conforto a quem dele está próximo, levando à redução de níveis de stresse nos cidadãos. Mais ainda, a sombra produzida, a fixação de poluentes em suspensão no ar e a absorção de água pluvial pelas raízes fazem das árvores em espaço urbano um elemento imprescindível para a promoção da qualidade ambiental”.

Esta restruturação prevê, ainda, a substituição dos contentores de resíduos sólidos urbanos de 800 litos e os ecopontos por contentores enterrados de grande capacidade. Tendo em conta a alteração do esquema de circulação viária, torna-se necessário ajustar a rede de tracção e a rede de iluminação pública à nova configuração da via.

“Vão ser colocadas lajetas de calcário e calçadinha de vidraço em passeios, com lancis de granito. Sempre que oportuno, serão colocados bancos de modo a permitir o descanso de quem espera ou observa a movimentação de pessoas e veículos que caracteriza este local”, acrescenta a informação autárquica.