Coimbra  20 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CMC: Quarenta comerciantes reclamam outro olhar

20 de Dezembro 2017

Cerca de 40 comerciantes da «Baixa» de Coimbra concentraram-se, hoje, na praça de 08 de Maio, para reclamarem outro olhar da Câmara Municipal.

Os presentes tinham sido convidados a manifestarem-se contra alegada “inércia camarária”.

A escassa adesão foi acompanhada de insignificante encerramento temporário de lojas.

Os autores da ideia, divulgada através das redes sociais, sugeriram que a manifestação fosse acompanhada do encerramento simbólico das lojas (16h30 – 17h30) e da entrega das respectivas chaves ao líder do Município, Manuel Machado.

A palavra de ordem mais criativa aludia a “comércio (…) em coma induzido pela Câmara Municipal de Coimbra”. Advertências expectáveis referiam-se a “estacionamento grátis” mediante apresentação de talão de compra, carência de policiamento, falta de retretes públicas e necessidade de limpeza.

Vítor Marques, presidente da Agência para a Promoção da «Baixa» de Coimbra (APBC), confessara, dois dias antes, em declarações ao “Campeão”, sentir-se reticente em relação à iniciativa.

De um ponto de vista eminentemente teórico, “em abstracto”, Vítor Marques reconhece que existem motivos para a realização do evento, mas não vê que haja “uma justificação” capaz para o efeito.

O convite refere-se a recentes acontecimentos e equipara-os a “última gota”, em alusão ao começo das obras do primeiro troço da Via Central (destinada a ligar a avenida de Fernão de Magalhães à rua da Sofia).

A circulação automóvel deixou de ser possível da avenida de Fernão de Magalhães para a rua de Pedro Olaio (perpendicular à rua do Carmo), tal como no sentido inverso, e a circulação pedonal em redor da Loja do Cidadão também está condicionada.

Quem alega que o início das obras devia ser protelado para o começo de 2018 faz notar que, através do primeiro troço, a Via Central fica aquém da rua de Olímpio Nicolau Rui Fernandes, pois ainda não estão reunidas condições para a futura artéria alcançar a rua da Sofia.

Interpelado pelo “Campeão”, o presidente da APBC opinou que a iniciativa se lhe afigurava incapaz de dar qualquer contributo para a resolução dos problemas dos comerciantes e demarcou-se da postura “dos que se limitam a reclamar”.

A título de exemplo, Vítor Marques indicou que uma campanha de sonorização das ruas, na quadra natalícia, fracassou por falta de adesão, embora a angariação do montante para o efeito fosse assegurada mediante pagamento de 25 euros a cargo de 160 comerciantes.

 

Cartaz manif CMC

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