Coimbra  19 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CMC lança novo concurso para concluir muros da margem do Mondego

19 de Outubro 2019

O Executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai analisar e votar, na reunião de segunda-feira, a abertura de um novo concurso público com vista à conclusão da obra de estabilização dos muros e de requalificação do espaço público na margem direita do Rio Mondego, entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte.

Em Agosto, o Executivo municipal aprovou, por unanimidade, tomar posse administrativa da obra, rescindir o contrato, aplicar sanções e executar as garantias, depois da empresa que venceu o primeiro concurso público não ter cumprido com os prazos contratualmente previstos.

O novo procedimento concursal tem como preço base 9,6 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias, uma imposição do presidente da autarquia, Manuel Machado, que em despacho refere que a mesma se deve “aos compromissos fixados no contrato de financiamento (PT2020) para a conclusão da operação” e “perante a programação aprovada no âmbito do POSEUR”.

Depois da empresa que venceu o primeiro concurso público para a execução da obra não ter cumprido com os prazos contratualmente previstos, apresentando em Julho um atraso de 18 semanas relativamente ao plano de trabalhos, com apenas 2,59 por cento executado, a CMC rescindiu o contrato, tomou posse administrativa da obra, aplicou sanções e executou as garantias. Agora, com vista à conclusão dos trabalhos, o Executivo municipal vai deliberar sobre a abertura de um novo procedimento.

Esta obra, na zona ribeirinha da cidade, prevê a execução dos muros de contenção na margem direita do rio e a requalificação das avenidas Cidade de Aeminium e Emídio Navarro nas faixas confinantes com o rio.

O espaço público confinante será requalificado, incluindo, para além dos trabalhos de terraplenagem e pavimentação, a reformulação das redes de saneamento, electricidade e iluminação pública e a execução de trabalhos de sinalização rodoviária e de integração paisagística.

O projecto de arquitectura prevê a definição de zonas de estar mais amplas, destinadas aos peões e de relação com o plano de água, nomeadamente a reformulação das actuais rampas de acesso ao rio, bem como a criação de zonas verdes, com coberto arbóreo.

O investimento nesta intervenção terá uma comparticipação europeia de 85 por cento, através do POSEUR, no âmbito do quadro comunitário de apoio Portugal 2020, assegurando o Município de Coimbra a contrapartida nacional (15 por cento).

 

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