Coimbra  24 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CMC fomenta voluntariado contra a apneia do sono

14 de Março 2019

João Ramalho-Santos, presidente do CNC da UC, Manuel Machado, líder da CMC, e Jorge Alves, vereador e presidente dos SMTUC

 

A voluntária participação de trabalhadores da Câmara de Coimbra e dos SMTUC num projecto de investigação sobre a detecção precoce da apneia do sono é fomentada por um protocolo subscrito, hoje, pela autarquia.

O protocolo foi outorgado pelo líder do Município conimbricense, Manuel Machado, e pelo presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, João Ramalho – Santos.

A integração de funcionários camarários e dos Serviços Municipalizados de Coimbra (Transportes Urbanos) no sobredito projecto de investigação requer adesão por escrito sem embargo de prevalecerem o anonimato e a confidencialidade.

Trata-se de um contributo para a evolução da ciência, disse Manuel Machado, que se encontrava acompanhado pelo presidente dos SMTUC e vereador Jorge Alves.

O facto de a principal autarquia de Coimbra e os Transportes Urbanos serem empregadores de pessoal a trabalhar por turnos torna este universo de funcionários mais propício para detecção precoce da apneia obstrutiva do sono.

Os administradores executivos da empresa municipal Águas de Coimbra, Vítor Carvalho e Santos e Miguel Correia, também assistiram à outorga do protocolo.

O Centro de Neurociências da UC, com o apoio do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), está a desenvolver um projecto de investigação para apurar um método de diagnóstico da apneia mais rápido e rigoroso e que forneça pistas para melhoria do tratamento.

Segundo Laetitia Gaspar e Ana Rita Álvaro, a obstrução das vias respiratórias gera um sono descontínuo, devido a insuficiente oxigenação do cérebro, e a maior parte dos pacientes não possui noção de ser portadora da doença.

Apesar do elevado índice de perturbação do acto de bem dormir imputável à apneia obstrutiva do sono, a Organização Mundial da Saúde estima que estejam ainda por diagnosticar mais de 80 por cento das pessoas afectadas por aquela síndrome.

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