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CMC: Fátima Carvalho queixa-se de CpC ter sido tomado pelo BE

22 de Maio 2017

Fátima Carvalho justificou, hoje, a renúncia ao cargo de vereadora alegando que um grupo dependente do Bloco de Esquerda “tomou conta” do movimento Cidadãos por Coimbra.

A posição da dirigente sindical consta da carta de renúncia, a cujo teor o “Campeão” teve acesso.

“Lamentavelmente, um grupo sectário, dependente partidariamente, tomou conta de CpC, subvertendo os seus princípios e valores e hostilizando (…) quem se lhe opôs”, opina a ex-edil (antiga vereadora, eleita pelo PS como independente).

Com a renúncia de Fátima Carvalho, precedida pelas de José Augusto Ferreira da Silva e Pedro Bingre, caberá a Paulo Pereira (director do Centro Porta Amiga AMI) representar o movimento na vereação do Município conimbricense, disse fonte camarária ao “Campeão”, tendo presente que José Manuel Pureza (BE) e Isabel Campante, por razões diferentes, também descartam o cargo autárquico.

Deputado à Assembleia da República, Pureza é vice-presidente do Parlamento; Isabel Campante é subscritora de uma declaração do “grupo dos 15”, que se demarcou de práticas recentes no âmbito de Cidadãos por Coimbra.

Quatro das 11 pessoas do elenco directivo do movimento são membros da Coordenadora Concelhia de Coimbra do Bloco de Esquerda, cujo reforço de posição é visível nos lugares cimeiros das listas de Cidadãos por Coimbra, em 2017, para a Câmara e Assembleia Municipal.

Ao renunciar à função autárquica, Fátima Carvalho invocou a sua matriz de independência e um “percurso de vida na defesa das pessoas”.

 

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