Coimbra  25 de Maio de 2022 | Director: Lino Vinhal

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CMC e Metro Mondego formalizam protocolo para arranjo urbanístico da Via Central

11 de Maio 2022 Jornal Campeão: CMC e Metro Mondego formalizam protocolo para arranjo urbanístico da Via Central

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e a Metro Mondego formalizaram, esta quarta-feira, um protocolo de colaboração relativamente ao arranjo urbanístico da Via Central.

Para além de outras intervenções pontuais de menor escala, está prevista “a demolição do corpo tardoz do edifício conhecido como Casa Aninhas, a execução de uma nova fachada no edifício remanescente, as obras de urbanização no espaço público e a elaboração dos projectos de execução necessários para a definição detalhada das intervenções”, pode ler-se no protocolo assinado.

No âmbito do processo aprovado na reunião da Câmara de 7 de Março, o Município e a Metro Mondego formalizaram um protocolo que estabelece os termos em que serão efectuadas as intervenções necessárias para a concretização do projecto de requalificação do espaço público entre a Via Central e a Praça 8 de Maio, da Linha do Hospital do Sistema de Mobilidade do Mondego, que já tem várias empreitadas em curso.

Na cerimónia, o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, agradeceu várias vezes à Metro Mondego e salientou a sua “postura irrepreensível e amiga da cidade e da mobilidade”, relativa a correcções que têm estado a ser feitas por sugestão do actual Executivo ao projecto. Esta modificação “vai permitir transformar um beco numa Praça Nova”, sublinhou o autarca ao citar a informação dos serviços técnicos.

Por seu turno, o presidente da Metro Mondego, João Marrana, destacou na sua intervenção que o projecto “é para melhor Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, ou seja, o objectivo é criar uma mobilidade melhor no corredor entre estas zonas urbanas”. “É nossa obrigação interagirmos com os Municípios no sentido de encontrar as melhores soluções possíveis”, acrescentou João Marrana, retribuindo também à Câmara de Coimbra um agradecimento pela “capacidade de diálogo” que tem sido criada.

O protocolo estabelece ainda que, a partir de hoje, a Câmara de Coimbra tem um prazo de seis meses para tornar devoluta a parcela da Casa Aninhas que será objecto de intervenção. A autarquia terá ainda a responsabilidade de “aprovar o projecto de execução da praça” e “gerir e manter o espaço público de utilização municipal que ficará disponível no final da intervenção”.

Já a Metro Mondego, lê-se no protocolo, fica com a responsabilidade de “contratar a elaboração dos projectos de execução das intervenções a realizar na Casa Aninhas e na praça, suportando os respectivos encargos; executar as obras na Casa Aninhas, sejam estas de demolição ou de edificação de uma nova fachada no limite da zona demolida, suportando os respectivos encargos; e executar as obras de urbanização da praça”.