Coimbra  8 de Março de 2021 | Director: Lino Vinhal

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CMC atribui 25 mil euros ao Teatrão para levar teatro às escolas e IPSS

8 de Fevereiro 2021 Jornal Campeão: CMC atribui 25 mil euros ao Teatrão para levar teatro às escolas e IPSS

O Executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) aprovou, hoje, a atribuição de um apoio pontual de 25 mil euros ao grupo O Teatrão, para a concretização, neste ano de 2021, dos projectos educativos e sociais na área do teatro “Ver e Pensar” e “P’rós Grandes”.

Estes programas são dirigidos a crianças de jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública e a idosos de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho.

A proposta d’O Teatrão passa pela apresentação do espectáculo “Ilse, a menina andarilha” junto dos mais novos e pela realização do programa “Estar Perto” junto dos idosos, projectos esses que serão adaptados ao contexto de pandemia em que vivemos.

A Câmara de Coimbra promove, desde 2015, o Programa Municipal Sócio-educativo, Cultural e Intergeracional junto de crianças e idosos do concelho. Um programa que se desenvolve em duas vertentes – a música e o teatro – e que tem sido concretizado, respectivamente, pela Orquestra Clássica do Centro e pel’O Teatrão.

O ano passado, O Teatrão apresentou o espectáculo TerraTorga em 16 estabelecimentos de ensino do concelho, entre 20 de Janeiro e 09 de Fevereiro, contando com a participação de 875 crianças. Já relativamente aos mais velhos, o grupo de teatro avançou com o projecto Teatro e Memória em 14 IPSS do concelho, tendo conseguido realizar sessões entre Janeiro e Março de 2020, que foram depois interrompidas devido às medidas de contingência adoptadas perante a pandemia de covid-19.

O grupo de teatro avança, agora, com uma proposta para a realização dos projectos durante o ano de 2021, tendo em consideração o momento em que vivemos e as medidas restritivas que se encontram impostas, ou poderão vir a ser impostas, no âmbito do combate à pandemia de covid-19.

O Teatrão propõe-se, pois, a dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos anos anteriores, “cumprindo as normas de segurança e os planos de contingência dos respetivos estabelecimentos de educação e ensino e das IPSS”, lê-se na informação analisada na reunião do Executivo municipal.

A proposta passa pela apresentação do espectáculo “Ilse, a menina andarilho” junto de mais de 400 crianças de cinco jardins-de-infância e 10 escolas do 1.º CEB do concelho que ainda não foram abrangidas nas edições anteriores do programa, sendo que esta poderá sofrer alterações face à actual situação de pandemia.

O espectáculo tem por base a obra de Ilse Losa, recomendada no Plano Nacional de Leitura, e tem o formato de dança-teatro, adapta-se facilmente a qualquer espaço, exige apenas requisitos técnicos mínimos e conta com muita interactividade com o público. Estão previstas 20 sessões distribuídas pelos estabelecimentos de ensino propostos, sendo que cada sessão tem 50 minutos.

Relativamente à população sénior, sendo este o grupo social mais atingido pela pandemia de covid-19 e pelo longo e duro isolamento que essa tem provocado, O Teatrão decidiu adaptar a sua actividade, procurando estimular cognitivamente os idosos, mas também oferecer-lhes momentos de lazer e conforto emocional.

O programa chama-se “Estar Perto”, conta com 10 sessões que serão realizadas semanalmente, e procura – através de um levantamento de informação junto das instituições, familiares e vizinhos – recuperar lembranças e histórias de cada um dos intervenientes. O projecto tem em conta o distanciamento social e pode, inclusive, ser realizado por telefone, através de cartas, via online, à porta ou à janela. O “Estar Perto” será desenvolvido em 19 IPSS do concelho.

Os serviços municipais consideram que a proposta do grupo O Teatrão tem em consideração “a importância da oferta cultural e educativa à população mais vulnerável, como são os idosos e as crianças; se enquadra na estratégia cultural e educativa do Município, descentralizando a oferta e procurando chegar directamente aos destinatários; promove o envolvimento da comunidade e a inclusão social, contribuindo, inequivocamente, para a construção de comunidades mais participativas e, consequentemente mais activas e informadas, combatendo assimetrias sociais e territoriais; responde à necessidade urgente de promover a saúde mental nestes tempos de medo e isolamento social”.