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CMC aplica coima à ADFP: Jaime Ramos queixa-se de perseguição política

20 de Setembro 2017

Jaime Ramos, presidente da Fundação ADFP, considerou, hoje, tratar-se de “perseguição politica” a coima aplicada à instituição pela Câmara Municipal de Coimbra.

Como noticiou, anteontem, o “Campeão”, a autarquia aplicou uma coima à ADFP, devido a falta de licença de utilização para abertura de creche e infantário, mas as duas entidades divergem sobre a ocasião do requerimento.

O médico, cabeça de lista da coligação “Mais Coimbra”, disse, hoje, em conferência de Imprensa, que o seu estatuto de candidato à liderança do Município expira a 01 de Outubro [de 2017], tendo lamentado que haja responsáveis autárquicos alegadamente incapazes de se porem acima da disputa eleitoral.

Para o timoneiro da Fundação, haveria, inclusivamente, risco de fecho das valências de creche e jardim-de-infância, a funcionarem em Estremão (S. Martinho do Bispo), se a EDP, o Ministério da Educação ou a Segurança Social viessem a agir “com o sectarismo” imputado pelo médico a autarcas do PS.

Jaime Ramos lastimou que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) tenha comunicado àquelas entidades a falta da emissão de licença de utilização.

Na medida em que as obras efectuadas pela ADFP num antigo edifício da outrora empresa Mogno Móveis se confinaram ao interior, não houve necessidade de licenciamento camarário para a realização dos trabalhos.

O vereador Carlos Cidade (PS) disse, anteontem, que a requisição da emissão de licença de utilização só ocorreu volvidos “15 ou 20 minutos” sobre uma diligência da fiscalização camarária.

Esta versão é negada pela Fundação ADFP, através da engenheira Gabriela Andrade Morais, garantindo a técnica que a requisição foi entregue à CMC pelas 15h00 de 18 de Setembro [de 2017].

Segundo a instituição, a fiscalização camarária agiu perto das 17h00 daquele dia.

“Estamos a lidar com pessoas [autarcas] que falseiam a verdade”, afirmou Jaime Ramos.

O médico indicou, ainda, que o Centro Social de S. João (Pé de Cão) esteve, “durante anos, a funcionar sem licença de utilização”. “E o mesmo aconteceu, sempre, com o Centro Social e Paroquial de S. Martinho do Bispo” em relação às respectivas valências que transitaram para a ADFP, acentuou o timoneiro da instituição.

Neste contexto, Odete Semedo e Cláudia Sousa, mães de utentes da Fundação, lamentaram que a CMC “não se preocupe” com a alegada falta de qualidade de alimentos servidos nos infantários da rede pública.

“Só não temos, ainda, licença de utilização na medida em que ela não foi emitida” pela Câmara Municipal de Coimbra, vincou o médico.

Segundo a Fundação ADFP, a coima correspondente à inexistência de licença oscila entre 1 500 euros e 250 000.

Para o presidente da ADFP, Carlos Cidade “quis prejudicar a imagem pública” de Jaime Ramos ao referir-se ao médico como se referiu.

“Coimbra não é Dallas (EUA) nem é Miranda” [do Corvo], afirmou o vereador ( e líder concelhio do PS/Coimbra) ao intervir na última reunião da CMC antes das eleições de 01 de Outubro.

A alusão a Dallas, feita por Carlos Cidade, remete para uma antiga série televisiva em que JR (iniciais de Jaime Ramos) Ewing sobressai como protagonista.

Segundo a Wikipédia, à medida que a série avançava, J.R. Ewing ascendeu a personagem principal, “cujos esquemas e negócios obscuros se tornaram a marca registada da ideia inicial e trama”.

 

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