Coimbra  29 de Janeiro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Circulação de comboios no Ramal de Alfarelos continua suspensa

23 de Dezembro 2019

O distrito de Coimbra continua a causar grande preocupação à Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), apesar de se esperar a redução do leito do rio Mondego nos próximos dias.

A circulação de comboios no Ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e Verride, continua suspensa devido ao mau tempo que obrigou a um corte de tensão naquela linha.

Segundo o comandante Carlos Pereira, da ANEPC, em declarações à Lusa, “neste momento o número de ocorrências diminuiu significativamente, tendo-se registado nas últimas 12 horas 11 ocorrências”.

“Não se pode dizer que está a voltar à normalidade, nem nada que se pareça, mas o leito do rio Mondego está a reduzir em toda a área envolvente à bacia do rio, o que está a ajudar as populações em redor a retomar a sua normalidade”, afirmou Carlos Pereira, reconhecendo, no entanto, a existência de “situações pontuais”.

Na noite de ontem (22), Emílio Torrão, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, confirmou o colapso do talude esquerdo do Mondego, bem como o transbordo de água para aquele canal a partir dos campos agrícolas que estão alagados, cerca de meio quilómetro a montante da ponte das Lavandeiras, na povoação de Casal Novo do Rio.

A povoação está a ser defendida através de uma barreira de pedras e sacos de areia, ali colocado por meios da Protecção Civil municipal.

O Município pediu, ainda, a João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, que a EDP pudesse suspender as descargas na barragem da Aguieira, pedido que, segundo o autarca, está a ser cumprido.

O ministro do Ambiente e da Acção Climatérica revelou, hoje (23), que o Governo “vai recuperar os dois diques” que cederam no rio Mondego, em Montemor-o-Velho, esperando que os trabalhos estejam concluídos no prazo de dois meses.

Os efeitos do mau tempo que se fazem sentir desde quarta-feira já provocaram dois mortos, um desaparecido, deixaram 144 pessoas desalojadas e 352 evacuadas por precaução, registando-se mais de 11 600 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.

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