Coimbra  18 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CIM de Coimbra criou Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal

23 de Março 2018

Na presença do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM – RC), João Ataíde, assinou um contrato para a constituição de um Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal.

Este organismo, criado ao abrigo do Fundo Florestal Permanente, pretende “o reforço da articulação e do funcionamento integrado dos Gabinetes Técnicos Florestais Municipais na sua área de intervenção”.

A CIM quer “aumentar a resiliência dos territórios, a divulgação das políticas florestais e a disponibilização e difusão de informação técnica de âmbito florestal”, uma vez que é a esta Comunidade que cabe a função de “articular e compatibilizar os instrumentos de planeamento florestal de âmbito municipal, bem como promover a transposição homogénea dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal para os Planos Directores Municipais”.

O Gabinete Técnico vai assumir o “acompanhamento dos Planos de Defesa da Floresta Contra Incêndios, sendo, também, responsável pela identificação de unidades de planeamento e gestão das intervenções integradas de âmbito florestal à escala intermunicipal”, realça a CIM, adiantando que a “produção e disponibilização de informação cartográfica e de âmbito florestal aos Gabinetes Técnicos Florestais é outra das atribuições”.

Sendo a floresta um “recurso estratégico para a economia da região de Coimbra”, que está contemplado como tal na ‘Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente’, esta tem um papel determinante que vai além da realidade económica, uma vez que “influencia a identidade cultural e assume papel relevante no combate à desertificação das zonas interiores do país e da região”, explica a Comunidade Intermunicipal.

Para João Ataíde, este novo serviço “é mais um passo para consolidar a gestão intermunicipal da floresta e minimizar os riscos que lhe estão associados”. Segundo o presidente da CIM, “como se verificou este Verão, os incêndios não estão confinados aos limites dos municípios pelo que urge uma gestão a outra escala”.

Recentemente, a CIM viu aprovada uma candidatura para a realização de fogo controlado nas áreas de maior risco de incêndio florestal.

Na região de Coimbra, a fileira florestal representa mais de 50 por cento das exportações, sendo um dos sectores mais importantes para a economia regional.

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