Coimbra  31 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Cidadãos por Coimbra querem “levar mais cidade até ao rio Mondego”

26 de Setembro 2020 Jornal Campeão: Cidadãos por Coimbra querem “levar mais cidade até ao rio Mondego”

No âmbito da sua iniciativa “Coimbra não pode parar”, o Movimento Cidadãos por Coimbra (Cpc) realizou, hoje (26), a sexta visita pela cidade, desta vez subordinada ao tema “Frente Ribeirinha do Mondego”.

A actividade teve como objectivo “alertar e sensibilizar para uma grande causa da cidade de Coimbra e que tem estado, inexplicavelmente, ausente da agenda política e mediática”, referiu ao “Campeão” o coordenador do Movimento, Jorge Gouveia Monteiro.

Ao longo da visita, que começou na rua do Arnado (junto ao restaurante Joaquim dos Leitões) e passou por várias ruas perpendiculares ao rio, de Norte para Sul, terminando na Estação Nova, Jorge Gouveia Monteiro e os arquitectos Adelino Gonçalves e João Paulo Cardielos, foram demonstrando “a grandeza do património ribeirinho e a tristeza de estar reduzido a traseiras de tudo”.

Segundo Jorge Gouveia Monteiro, de entre as outras visitas já realizadas pelo património do concelho de Coimbra, esta é das que mais se destaca pelo facto de que “deveria ser um dos temas centrais de debate na cidade”.

O coordenador do Movimento adiantou, ainda, que esta visita foi uma antecessora de um “grande debate que o CpC vai convocar para Outubro sobre esta temática”.

“O objectivo desta visita é chamar a atenção porque queremos saber o que vai acontecer logo que a obra do Metrobus esteja pronta. O que vai a Infraestruturas de Portugal fazer com aqueles terrenos que vão ficar libertos?”, questiona o coordenador, sublinhando que “há vários estudos, até na Câmara Municipal que apontam para a reabilitação daqueles espaços”. Contudo, estranha que “o que se irá fazer naquela extensão devia estar no centro da agenda política”.

O CpC corrobora algumas das soluções que existem para aquele espaço, compreendido entre as duas estações ferroviárias da cidade, nomeadamente a necessidade de ter mais habitação, menos automóveis e muitas zonas verdes, esperando assim que “sirvam a população de Coimbra e todos/as os/as que nos visitam”.

“Estudada múltiplas vezes por eminentes urbanistas, a última das quais, em 2012, no âmbito de uma Área de Reabilitação Urbanística (ARU), encomendada pela Câmara Municipal de Coimbra à Parque-Expo, a verdade é que a generalidade dos cidadãos não conhece quais as intenções de ocupação de tão nobre localização, nem quais os moldes em que o Município tenciona dirigir essa ocupação”, nota, ainda, o movimento de cidadãos.