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Ciclovia de 83 quilómetros vai ligar Figueira da Foz, Cantanhede e Mira

16 de Janeiro 2018

Figueira da Foz, Cantanhede e Mira vão ser ligados por uma nova ecopista, investimento de 1,2 milhões de euros comparticipado por fundos comunitários no âmbito da rede europeia de ciclovias Eurovelo.

O projecto foi apresentado hoje, em Mira, no final de uma reunião que juntou os presidentes dos três municípios e ainda representantes das Comunidades Intermunicipais de Aveiro, Coimbra e Leiria, do Turismo de Portugal, Turismo Centro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, a nova ecopista terá uma extensão a rondar os 83 quilómetros e irá ser integrada na rota Eurovelo 01, da rede europeia de ciclovias, projecto da Federação Europeia de Ciclistas que pretende construir 70 000 quilómetros de ciclovias divididos em 14 rotas que irão interligar 42 países em todo o continente europeu.

Com o apoio do Turismo de Portugal, os três municípios apresentaram uma candidatura aos fundos do programa Valorizar, no âmbito do Portugal 2020, visando um financiamento de 85 por cento dos custos totais do projecto.

“O percurso estende-se ao longo da costa atlântica entre o limite norte do município de Mira e o limite sul do município da Figueira da Foz, atravessando Cantanhede na zona da Tocha”, revela Helena Teodósio, presente da Câmara de Cantanhede, autarquia que está a investir numa rede urbana de trilhos cicláveis.

A nova ciclovia, um misto de asfalto e terra batida, seguirá junto à linha de costa, através da Mata Nacional e do estuário do Mondego, devendo ligar a sul da Figueira com a ecopista em asfalto do Atlântico, que termina na Nazaré. O ponto mais delicado da nova ciclovia será a travessia do rio Mondego, estando prevista a construção de uma pequena ponte no estuário, orçamentada em mais de 200 000 euros.

João Ataíde revela que foi discutido com representantes da Comunidade Intermunicipal de Aveiro o prolongamento da ciclovia para o norte, pelo litoral, até à praia de Esmoriz.

O presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida, garante que a nova ecopista “irá potenciar as características naturais únicas deste território da costa atlântica”, funcionando como mais um factor de atracção para os visitantes.

“A ciclovia não se esgota apenas no traçado por uma das regiões mais bonitas do país. É preciso criar condições ao nível de alojamento, restauração, informação, para que a experiência seja enriquecedora para todos”, refere o autarca.

A rede Europeia de Ciclovias integra actualmente 15 rotas cicláveis de longa distância que cruzam todo o continente. As rotas são usadas por ciclistas que percorrem longos cursos e também pela população local, nas suas deslocações diárias, tendo em algumas zonas uma forte componente turística.

Segundo dados divulgados pela Federação Europeia de Ciclistas, “estima-se que cada ano se realizem 2 300 milhões de viagens de bicicleta, representando um valor superior a 44 milhões de euros, segundo um estudo de 2012 encomendado pelo Parlamento Europeu”.

 

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