Coimbra  16 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Ciclo de Concertos de Coimbra invade “a cidade mágica”

27 de Fevereiro 2019

O pianista Adriano Jordão; Tiago Nunes, director artístico do Ciclo; e o maestro Augusto Mesquita, na apresentação da iniciativa

 

De 15 a 17 de Março, por alguns dos locais mais emblemáticos da cidade de Coimbra, vai haver música e a “culpa” é da IV edição do Ciclo de Concertos de Coimbra.

O evento, que nas anteriores edições se prolongava por alguns meses, decidiu agora concentrar-se apenas num fim-de-semana, com oito concertos, para “atrair vários tipos de públicos e criar uma experiência cultural com diversos tipos de música”, explicou Tiago Nunes, director artístico do evento.

O tema “Cidade Mágica” pretende “invocar e, de algum modo, reabilitar através da música, uma certa atmosfera mítica, que sobreleva quer a carismática e vetusta cidade universitária do conhecimento, quer da romântica cidade dos estudantes, do Mondego e dos amores de Pedro e Inês”, refere o responsável.

A ideia é “renovar a cidade e criar um ambiente diferente durante um fim-de-semana”, salientou, afirmando que esta é, simultaneamente, “uma forma de potenciar o turismo”.

Outra das particularidades é que o programa previsto vai levar os interessados a vários locais da cidade, particularmente ao Conservatório de Música de Coimbra, embalados pela música de nomes como Adriano Jordão, os Alma de Coimbra ou o maestro António Vitorino d´Almeida.

“Este é um projecto que se tem vindo a afirmar na cidade, sempre em crescimento, quer a nível de equipa como de programação, e esta edição reflecte esse progresso”, sublinhou o responsável, destacando, com orgulho, a participação do pianista Adriano Jordão, que celebra os seus 50 anos de carreira.

A programação tem início logo na sexta-feira (15 de Março), pelas 21h30, com um concerto de comemoração dos 50 anos de carreira do pianista Adriano Jordão, no Conservatório de Música de Coimbra. As entradas são gratuitas para poder ver e ouvir um dos melhores pianistas portugueses, que promete trazer ao palco as obras que marcaram a sua carreira, começando com “a música de Carlos Seixas”, afirmou o músico.

Para sábado (16), está marcada a actuação, a quatro mãos de Tiago Nunes e Maja Stojanovska, pelas 16h00, no Hotel da Quinta das Lágrimas, e também de entrada gratuita. Segue-se, depois, a actuação da Orquestra de Sopros de Coimbra, com um espectáculo intitulado “Revisitar Gershwin” e que irá decorrer no Conservatório de Música de Coimbra, às 18h00 (com entradas a cinco euros).

Este segundo dia terminará com uma homenagem sentida a Amália Rodrigues, pela música e vozes do Alma de Coimbra, com direcção do maestro Augusto Mesquita, a realizar às 21h30, no Conservatório. Segundo o maestro, o concerto terá três partes: a primeira constituída por seis temas emblemáticos de Amália; a segunda parte com a participação dos “Na Cor do Avesso”, que apresentarão três música da fadista portuguesa; e, por fim, a última parte será com músicas do terceiro álbum de originais do Alma de Coimbra.

Para este concerto os bilhetes custam 10 euros (normal) ou oito euros (estudantes e maiores de 65 anos).

O último dia do Ciclo, domingo (17), começa com música de câmara, por jovens alunos do Conservatório, às 11h00, na referida escola de música, e com entradas gratuitas. Depois, pelas 15h00, a música da pianista Inês Filipe ouvir-se-á no Museu de Machado de Castro (com entrada gratuita), logo seguida pelo concerto de órgão a cargo do organista Paulo Bernardino, que actua às 17h00, na igreja de Santa Cruz (também com entradas gratuitas).

Esta quarta edição termina com um concerto pelo maestro António Vitorino d´Almeida, no Conservatório de Música, às 18h30. Recheado de temas clássicos e com muita interacção com o público, o espectáculo tem o custo entre cinco e sete euros.

Este concerto tem a particularidade de parte da sua receita ser solidária, a favor dos Rotary de Coimbra (que encaminharão o valor para apoiar bolsas de estudo a estudantes com necessidades) e da Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (LAHUC).

Dos oito espectáculos previstos, cinco têm entrada livre, algo só possível com os diversos apoios institucionais, nomeadamente, da Turismo do Centro, Câmara de Coimbra e do Governo de Portugal.

“Oferecemos cinco concertos à cidade, para assim também contribuirmos para o bem comum”, remata o director artístico do festival.

Com concertos quase sempre esgotados nos anos anteriores, as expectativas da organização – Cultur X, estão, por isso, em alta para esta quarta edição, com os bilhetes para os concertos pagos a estarem já disponíveis na FNAC, Worten, CTT e Bol, bem como nas bilheteiras dos locais, uma hora antes de cada espectáculo.

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