Coimbra  26 de Janeiro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Chumbo do Orçamento vai parar Coimbra em 2020, diz presidente da Câmara

27 de Dezembro 2019

“São 50 milhões de euros que não vão ser investidos em novas obras em 2020”, declara o presidente da Câmara de Coimbra, numa reacção à reprovação do Orçamento, hoje, por parte da Assembleia Municipal.

Segundo Manuel Machado, “não haverá possibilidade de lançar novas obras e Coimbra vai parar”, dado que com o chumbo do Orçamento da Câmara e das Grandes Opções do Plano terá de vigorar em 2020 o deste ano de 2019.

“Quiseram bloquear Coimbra e conseguiram”, comenta o presidente da Câmara, declarando que “as forças de bloqueio conseguiram pôr o pau na roda”.

Manuel Machado afirma que cumpre as funções para que foi eleito pelos conimbricenses, mas avisa que em 2020 fica, assim, impedido de lançar novos investimentos, nomeadamente os que estavam previstos na área da educação e da saúde e de pôr em prática as novas competências do Município.

Questionado sobre a forma como entende as razões dos que votaram contra e chumbaram o Orçamento na Assembleia Municipal, o autarca diz que “foi porque sim”. “Querem bloquear Coimbra, mas não me curvarei perante eles”, rematou.

Oposição uniu-se

O documento, no montante de 150,8 milhões de euros, foi rejeitado com 26 votos contra – do PSD, CDU, CDS-PP, PPM, MPT e movimentos Somos Coimbra e Cidadãos por Coimbra – e 24 a favor, 23 da bancada socialista e um do representante da Junta da União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila, CDU), registando-se ainda uma abstenção do presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, Francisco Andrade (PSD).

Por parte da oposição, ao justificar o voto contra, Francisco Rodeiro, do PSD, considerou que existem “muitas zonas de sombra” no Orçamento da Câmara e 10 milhões de euros para despesas com pessoal augura uma “máquina administrativa gigantesca”.

Nuno Freitas, também do PSD, considerou que Coimbra apenas tem sido destaque a nível nacional por se falar na maternidade, no aeroporto e nas cheias, quando já se esqueceu o novo Tribunal. Considerou, também, que “não pode ser uma boa gestão da Câmara um nível de 79 por cento de despesa corrente”.

Por parte do movimento Somos Coimbra foi dado conta do voto contra o Orçamento da Câmara por discordância em relação “à forma de governação” socialista, com o presidente da Junta da União de Freguesias de Souselas e Botão, Rui Soares, a acrescentar existir “uma falta de respeito para com a zona Norte do concelho, pela ausência de transportes dos SMTUC”.

Serafim Duarte, dos Cidadãos por Coimbra, referiu-se ao adiamento sucessivo dos projectos de reabilitação urbana, com uma taxa de concretização de 18 por cento, com uma dotação de 90 000 euros para aquisição de imóveis, enquanto se aplicam 572 000 euros na Praça do Comércio.

Pela CDU, Manuel Rocha recordou as propostas concretas que apresentaram e que o PS reconheceu o acolhimento, mas ficaram por concretizar.

Por parte do CDS foi apontada a falta de resposta às questões demográficas, onde entronca a não fixação dos jovens, como um dos motivos para o voto contra.

 

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