Coimbra  13 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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CHUC reconhece pressão e que recursos solicitados por internistas “não existem”

5 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: CHUC reconhece pressão e que recursos solicitados por internistas “não existem”

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), em resposta a uma carta recebida por parte de médicos internistas, reconhece que a pressão sobre a urgência existe mas que “os recursos solicitados pelos subscritores da carta, na extensão e com a dimensão com que são apresentados, pura e simplesmente não existem disponíveis”.

O grupo de médicos denunciou, recentemente, a falta de clínicos nos internamentos e na urgência do CHUC, onde referem ainda que, ao contrário do que aconteceu na primeira vaga em que houve reforço de equipas, nesta segunda vaga não foi acompanhada por uma medida similar, o que está a causar graves dificuldades no trabalho diário.

O CHUC reconhece “o esforço que tem sido pedido a todos os profissionais que prestam serviço nas áreas covid do CHUC, o que inclui naturalmente os subscritores da carta, mas muitos outros médicos que nunca antes tinham trabalhado no Hospital Geral (HG) dos Covões e todos os outros, muitos, profissionais de saúde”. Ainda assim, a unidade hospitalar salienta que “está diariamente a tentar melhorar o dispositivo de resposta que previa, no plano de contingência inicial”, onde se incluem 90 camas para doentes positivos estáveis “e vai já com mais de 200 camas”.

“Este impacto é enorme para as equipas que estão nas unidades covid do Hospital Geral (HG) e no seu polo de urgência, mas também, importa nunca esquecer, sob pena de ser cometida uma enorme injustiça, todos os que continuam a manter a actividade no polo HUC, a suportar uma urgência com cerca de 400 episódios por dia e a gerir os fluxos de doentes cada vez com maior complexidade”, refere o Conselho de Administração, reconhecendo “a pressão sobre a urgência nestes últimos quatro dias, o que levou a uma insuficiência de camas disponíveis para doentes positivos”.

Por isso mesmo, realça, “estão a ser ultimadas novas unidades de internamento para poder receber estes doentes” e “todos os recursos humanos e apoios médicos que os coordenadores das unidades têm solicitado têm sido disponibilizados”, no entanto, não os com a “extensão e dimensão” solicitados pelos subscritores da carta.

Em números, o polo HG “tem 80 episódios de urgência por dia e não existem recursos para ter equipas com a mesma dimensão dos HUC que tem cerca de 400 urgências dia”.

Nesse sentido, o próprio director do Serviço de Medicina Interna “já reagiu à carta dos internistas e, entre outras soluções, avança com uma que vai ao encontro das propostas dos subscritores: a rotação dos profissionais entre os dois polos do serviço de urgência porque o serviço de medicina interna é um e único”.