Coimbra  25 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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CHUC automatiza laboratório de Patologia Clínica

25 de Maio 2018 Jornal Campeão: CHUC automatiza laboratório de Patologia Clínica

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) anunciou, hoje, a reorganização dos laboratórios do Serviço de Patologia Clínica (SPC), com a introdução de automatização, tendo como principais objectivos reduzir o tempo de resposta.

O CHUC refere que “está a implementar uma cadeia laboratorial de elevado grau de automatização, em conformidade com o conceito ‘corelab’, no Edifício de S. Jerónimo, localizado no campus do pólo HUC”, com vista a “reduzir o número de amostras colhidas por doente, optimizar recursos e simplificar processos e fluxos de trabalho”.

Fernando Regateiro, presidente do Conselho de Administração do CHUC, declara que se trata de “uma intervenção com um custo superior a 10 milhões de euros, repartidos por um período de cinco anos” e que “vai permitir a automatização total de cerca de 6,2 milhões de análises realizadas anualmente no laboratório principal do pólo HUC, o que representa mais de 90 por cento do total de análises realizadas”.

Em 2017, o SPC do CHUC realizou mais de 8,2 milhões de análises, no total dos laboratórios de que dispõe, incluindo o do Hospital Pediátrico e o do Hospital Geral (Covões) que, com esta intervenção, serão também objecto de uniformização tecnológica e de recursos, para além da uniformização da carteira de serviços laboratoriais.

As principais áreas de automatização incluem a bioquímica, hematologia, serologia infecciosa, imunologia e imunoquímica, num vasto painel de parâmetros analíticos.

Com a organização do trabalho em conceito “corelab” o CHUC prevê uma redução anual de custos superior a um milhão de euros, na aquisição de reagentes, para um número de análises crescente.

Há também ganhos indirectos relevantes gerados por esta solução tecnológica, como o conceito do “tubo único”, a existência de apenas um frigorífico para amostras e outro para reagentes, a total rastreabilidade das amostras, a gestão documentada da informação e a libertação de profissionais para as áreas mais diferenciadas e com menor grau de automatização.

Fernando Regateiro dá nota de que “para além da significativa redução anual de custos – superior a um milhão de euros – o CHUC estima uma redução anual de 80 000 tubos de sangue colhidos, promovendo decisivamente o bem-estar do doente, a melhor eficácia assistencial e o equilíbrio ambiental, reduzindo em 35 por cento a produção dos resíduos hospitalares associados”.

A entrada em funcionamento do “corelab” do CHUC está prevista para o último trimestre de 2018.