Coimbra  28 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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CHUC apresenta plano estratégico ainda sem localização da nova maternidade

30 de Setembro 2021 Jornal Campeão: CHUC apresenta plano estratégico ainda sem localização da nova maternidade

A localização da nova maternidade ainda não consta do Plano de Desenvolvimento Estratégico (PDE) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), apresentado hoje, que prevê um novo bloco para cirurgia de ambulatório no Hospital Geral (Covões).

“O plano estratégico nunca estaria completo sem considerar uma solução definitiva para o serviço de obstetrícia e neonatologia [nova maternidade], que será tomada a muito curto prazo”, disse o presidente do conselho de administração do CHUC, Carlos Santos.

Falando aos jornalistas no pólo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) depois da apresentação do documento aos profissionais de saúde, o administrador explicou que a solução para a nova maternidade “está por dias”, mas que ainda não consta do plano “por uma razão que tem a ver com a necessidade de acautelar com o novo Executivo camarário um conjunto de requisitos necessários para o sucesso do projecto”.

O presidente do CHUC voltou a frisar que a localização da nova maternidade, que vai substituir as duas existentes na cidade de Coimbra, tem de “respeitar fundamentalmente requisitos de natureza técnica, clínica e científica”.

“Não existem dúvidas da parte de ninguém de que essa localização tem de ser junto a uma unidade hospitalar que assegure o apoio perinatal altamente diferenciado e, portanto, nesse sentido, espero que estejam reunidas todas as condições para que a unidade de apoio possa ser referência para a localização do novo serviço”, referiu.

Para o Hospital dos Covões, Carlos Santos adiantou que está prevista a sua “valorização numa lógica de integração em lógica de centro hospitalar, ou seja, o CHUC nunca criará situações de concorrência dentro das suas unidades hospitalares, porque não é esse o nosso caderno de encargos”.

Salientado que aquela unidade hospitalar é “essencial na estratégia do CHUC”, o responsável frisou que tem “uma fortíssima componente de cirurgia de ambulatório”, além de áreas de excelência “como são exemplos os implantes cocleares ou o medicina do sono e outros que estão em desenvolvimento, como a reabilitação cardiorrespiratória e a unidade de envelhecimento activo e saudável, esta apoiada num projecto com várias entidades, entre elas a Universidade de Coimbra com uma componente forte de investigação”.

Segundo afirmou, está prevista a construção de um edifício de raiz, ligado ao edifício principal, que vai “acomodar cerca de 25 a 30% de toda a actividade em ambulatório que neste momento existe no pólo dos HUC”.

“Isto permite um foco na vertente ambulatória e a deslocalização desta actividade permitirá descongestionar um número muito significativo de consultas e atribuir uma outra vida e outro futuro ao Hospital dos Covões, nesta lógica integrada de centro hospitalar”, disse.

Depois de aprovado o projecto, que neste momento ainda é só uma intenção, o novo edifício vai ter um prazo de execução de dois anos.

O pólo HUC, segundo Carlos Santos, vai continuar a localizar as respostas “altamente diferenciadas”, como as vias verde AVC, coronária e a aposta na criação e implementação da via verde do trauma, bem como toda a cirurgia altamente diferenciada e a actividade clínica mais complexa, em complementaridade com o Hospital Pediátrico.