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Cheiro da roupa de quem se gosta pode diminuir stress

5 de Janeiro 2018

Sentir o odor de quem se gosta, ainda que seja numa peça de roupa, pode diminuir os níveis de stress, indica uma investigação da Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, acabada de divulgar.
O estudo, publicado na revista académica “Personality and social psychology”, concluiu que mulheres ficaram mais calmas depois de terem sido expostas ao cheiro do parceiro, ficando, ao invés, mais stressadas perante o cheiro de um estranho.
“Muitas pessoas usam a camisa do(a) parceiro(a) ou dormem do outro lado da cama quando ele(a) está ausente, mas podem nem perceber porque adoptam esses comportamentos”, disse Marlise Hofer, principal autora do estudo, citada pela Agência Lusa.
Segundo ela, as descobertas sugerem que o odor de um(a) parceiro(a), mesmo sem a sua presença física, pode ser um instrumento poderoso para ajudar a reduzir o stress.
Para o estudo, os investigadores recrutaram 96 casais, tendo dado aos 96 homens camisolas lavadas com indicação de as usarem durante 24 horas, sem colocar perfume ou desodorizante e evitando determinados alimentos e tabaco a fim de não prejudicar o odor. As camisolas foram, depois, congeladas para manter os cheiros.
As mulheres, escolhidas porque os investigadores consideram serem elas mais sensíveis a odores do que os homens, foram convidadas a cheirar uma camisola, de forma aleatória, que podia não ter sido usada, ser do companheiro ou pertencer a um estranho. Submetidas a um teste, elas responderam a perguntas e forneceram amostras de saliva, para medir os níveis de cortisol, hormona envolvida na resposta ao stress.
Segundo a investigação, as mulheres que cheiraram a camisola do companheiro ficaram menos stressadas, antes e depois do teste. E aquelas que, inclusivamente, identificaram o cheiro como o do parceiro também tinham níveis de cortisol mais baixos. Ora, isso sugere, de acordo com o estudo, que a redução de stress é tanto maior quanto a mulher tem a consciência daquilo que está a cheirar.
Por outro lado, as mulheres que cheiraram o odor de um estranho apresentaram níveis mais elevados de cortisol.
Os autores da investigação admitem que haja neste caso um factor ligado à evolução da espécie humana, em que um cheiro estranho pode desencadear uma resposta de luta ou de fuga, ainda que inconscientemente. E concluem que, num mundo globalizado em que as pessoas viajam cada vez mais e estão mais vezes longe de casa, uma peça de roupa pode fazer a diferença.

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