Coimbra  20 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Chegada à Lua é recordada com programa pioneiro e um concerto no TAGV

15 de Julho 2019

O Instituto Pedro Nunes (IPN) assinala, hoje, os 50 anos da chegada do ‘Homem’ à Lua, num espectáculo a decorrer, pelas 20h00, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra.

O “Portugal New Space Evening: entrepreneurs meet space at the 50th anniversary of the man on the moon” (“Noite do novo espaço de Portugal: empresários encontram espaço no 50º aniversário do Homem na Lua”), organizado pelo IPN e pela Agência Espacial Europeia, pretende celebrar com um programa duplo: a apresentação da iniciativa “Portugal New Space Entrepreneurship Initiative 2030”, com o ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e um concerto de acesso gratuito onde o músico Júlio Resende apresenta o “Cinderella Cyborg”.

A sessão de abertura, às 20h00, vai contar com a presença do reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, da presidente do IPC, Teresa Mendes, e do ministro Manuel Heitor.

“Esta iniciativa visa criar para Portugal uma estratégia para mobilizar diversos sectores da sociedade para o Espaço, potenciando novas oportunidades de cooperação institucional, industrial e internacional e contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e competitivas no mercado internacional”, revela o IPN.

O espectáculo propriamente dito, tem início pelas 21h15, com o pianista e compositor português Júlio Resende. O alinhamento do concerto é formado pelos temas do seu novo álbum “Cinderella Cyborg”, em que o músico “conta a história da relação do homem com a máquina e todas as coisas que esse amor pode gerar”, incluindo “Let’s go the moon again”, durante o qual o som do piano se funde com a gravação da voz de Neil Armstrong.

Segundo o ministro, “a comemoração dos 50 anos da chegada à Lua é uma oportunidade para Portugal reforçar a aposta na criação de empresas no sector da tecnologia espacial”, além de ter uma importância acrescida para “estimular a capacidade empreendedora” da sociedade portuguesa, explorando áreas diversas relacionadas com o espaço, meio século depois da chegada do Homem à Lua, em 20 de Julho de 1969.

O programa a ser lançado hoje visa mobilizar as empresas e as universidades para as indústrias do espaço, promovendo negócios “focados sobretudo na observação da Terra”, com destaque para áreas como a agricultura, as pescas e o desenvolvimento urbano.

Na opinião do governante, esta é uma oportunidade de “criar mais e melhores mais empregos”, que abrange “uma gama muito alargada de sectores e tecnologias com importância social e económica”.

O ministro da Ciência entende que Portugal tem actualmente condições para prosseguir uma estratégia “muito orientada para estudantes e investigadores universitários”, face a “um leque alargado de oportunidades de baixos custos”, que permitem avançar com negócios inovadores tendo em vista os mercados globais.

A chegada dos astronautas norte-americanos do voo espacial Apolo 11 ao satélite natural da Terra constituiu “um grande passo da Humanidade” e, também em Portugal, a celebração do cinquentenário do acontecimento “deve envolver as escolas, os empresários e o público em geral”, defendeu Manuel Heitor.

“O espaço é actualmente sobretudo uma área de actividades empresariais, que está a abrir novas oportunidades” de negócio em diversos domínios, disse o ministro.

Também para Carlos Cerqueira, director do departamento de Valorização do Conhecimento e Inovação do Instituto Pedro Nunes (IPN), ligado à Universidade de Coimbra (UC), as indústrias do espaço constituem “uma área que hoje é vital para a economia”. “São indústrias que geram emprego e riqueza e fazem avançar a economia”, sublinhou.

Nos anos 60 do século XX, a corrida ao espaço, envolvendo equipas científicas da antiga União Soviética, primeiro, e dos Estados Unidos da América, depois, “revelou ser de uma utilidade extrema” para as sociedades.

Entre outros exemplos destes avanços, Carlos Cerqueira referiu os fatos dos astronautas, “que acabaram por ser usados pelos bombeiros” e as viseiras dos seus capacetes, depois utilizadas por “ciclistas e outros desportistas”, bem como “aparelhos de monitorização do corpo” no espaço, que vieram a ser introduzidos em diferentes procedimentos na área da saúde humana.

“Não é só ir ao espaço, é mesmo fazer negócios na Terra”, acrescentou.

A entrada é gratuita e os bilhetes podem ser levantados no Teatro Académico Gil Vicente.

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