Coimbra  15 de Julho de 2024 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Chega sai em defesa do Hospital dos Covões contra o fecho nocturno das Urgências

1 de Julho 2024 Jornal Campeão: Chega sai em defesa do Hospital dos Covões contra o fecho nocturno das Urgências

O partido Chega, através do presidente da Distrital de Coimbra, considera que “o descalabro vai ser total” com o encerramento das Urgências do Hospital dos Covões, a partir desta segunda-feira, entre as 20h00 e as 8h00 do dia seguinte, no período de Verão.

“Face a esta calamidade, o partido Chega do distrito de Coimbra estará e mostrará todo o seu apoio a todas as iniciativas que ocorram como forma de protesto, bem como encetará todas as medidas necessárias na Casa da Democracia (Parlamento), para que esta medida de encerramento das Urgências seja anulada”, refere Paulo Seco.

“Não podemos continuar a assobiar para o lado, quando em 2022 o próprio Partido Socialista votou contra a autonomia do Hospital dos Covões e correspondente fusão com os CHUC, bem como o chumbo que operaram no reforço à capacidade assistencial do SNS em Coimbra”, refere o líder distrital do Chega. “Quando sempre se colocaram no pedestal como os pais do actual SNS, como estará a rolar na ‘tumba’ o progenitor ao assistir a esta degradação a olhos vistos”, comenta.

“Coimbra, desde sempre, se pautou pelo bem-estar das pessoas e, especialmente, por ser uma cidade de referência no que aos cuidados de saúde diz respeito. O que em 1932 começou por ser um Hospital Sanatório, contemplando 100 camas para tratar pessoas com problemas de Tuberculose, passados 40 anos, com a sua readaptação e reajustamento originou um hospital de referência, com 300 camas, que atendia as necessidades de grande parte da região Centro do país”, recorda Paulo Seco. Para acrescentar que “alguns foram os seus serviços de referência, como Cardiologia, Pneumologia e Laboratório de Hemodinâmica, mas que, com a reorganização dos serviços centrais dos Hospitais da Universidade de Coimbra vieram fazer com que a vida desta unidade de saúde passasse por momentos aflitivos, quer para os seus utentes, quer para os seus quadros clínicos”.

Para o Chega, “quando há muito se deveria trabalhar no sentido da abertura duma 3.ª Unidade Hospitalar em Coimbra de referência nacional, continua-se a desmembrar, desmantelar e sobretudo desrespeitar quem nela todos os dias emprega todo o seu saber e o seu esforço profissional”.

Paulo Seco lembra que esta já foi a posição do partido Chega defendida em plenário da Assembleia da República pelo deputado Pedro Frazão, aquando da sua defesa em prol do Hospital dos Covões, acentuando, ainda, que, “já em 2020 e 2022, o partido esteve associado e presente em iniciativas em defesa do Hospital dos Covões, tendo, inclusivamente defendido em plena Assembleia da República a autonomia do Hospital dos Covões, como Hospital Central de complementaridade diz respeito”.

“É público que todo este processo de reestruturação operado pelo Governo socialista apenas adensou ainda mais a desorganização dos serviços, a baixa capacidade de assistência, o aumento da conflitualidade e degradação das condições laborais e, sobretudo, a inquietação das populações no que à ida aos CHUC diz respeito, devido às horas e horas à espera por serem atendidas”, considera o líder distrital de Coimbra do Chega.