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Centro: Maioria dos residentes da região estão satisfeitos com a vida

29 de Setembro 2017

O inquérito de satisfação feito aos residentes da região Centro, no âmbito do Barómetro Regional, revelou que 77 por cento estão globalmente satisfeitos com a vida, um aumento em relação às últimas quatro edições deste estudo.

A coordenar o inquérito esteve a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que adianta que “estes são os melhores resultados das quatro edições deste inquérito

efectuado para a região Centro, com 77 por cento dos residentes globalmente satisfeitos, contra 69 por cento em 2015, 58 em 2014 e 61 por cento em 2013”. um valor que “supera a média obtida pelo

Eurobarómetro (inquérito realizado à escala europeia) para Portugal (67 por cento), aproximando-se da avaliação média dos cidadãos europeus (82 por cento)”.

O inquérito mostra que 7,5 por cento dos residentes estão “muito satisfeitos”, 70 por cento “satisfeitos”, 13 por cento “não muito satisfeitos” e apenas 10 por cento “nada satisfeitos”.

Segundo a CCDRC, “face aos anos anteriores, destaca-se o acréscimo significativo da percentagem de inquiridos que se consideram ‘satisfeitos’ e, simultaneamente, o decréscimo dos ‘nada satisfeitos’ e dos ‘não muito satisfeitos’”.

De acordo com os resultados do inquérito, “em todas as comunidades intermunicipais do Centro a maioria dos inquiridos encontram-se satisfeitos ou muito satisfeitos”, enquanto “os resultados das diferentes sub-regiões variam entre os 62 por cento (Beiras e Serra da Estrela) e os 87 por cento (Médio Tejo) de residentes globalmente satisfeitos”.

“O Médio Tejo foi a comunidade intermunicipal com maior crescimento da percentagem de residentes globalmente satisfeitos (87 por cento em 2017 contra 72 por cento em 2015), passando a ser a sub-região com o grau de satisfação dos residentes mais elevado”, refere.

Em termos médios, o inquérito mostrou que “as mulheres encontram-se menos satisfeitas do que os homens” e que “os cidadãos mais jovens estão globalmente mais satisfeitos do que os mais velhos, notando-se uma alteração no padrão de satisfação a partir dos 45 anos”.

“Os residentes activos estão mais satisfeitos do que os inactivos. No entanto, de entre todas as categorias de activos e inactivos, os estudantes são os mais satisfeitos e os desempregados e os reformados os mais insatisfeitos”, refere a CCDRC, acrescentando que este é um “padrão que também se tem verificado nas vagas anteriores”.

No que respeita aos níveis de qualificação dos inquiridos, “o grau de satisfação aumenta com as habilitações escolares dos inquiridos, sendo os residentes com mestrado/doutoramento os mais satisfeitos e os residentes analfabetos e os que sabem ler e escrever sem qualquer nível de escolaridade os mais insatisfeitos, o que evidencia bem a importância da escolaridade”, acrescenta.

A CCDRC explica ainda que “dois dos principais motivos causadores de satisfação ou insatisfação têm mantido alguma estabilidade ao longo das várias vagas deste inquérito anual e prendem-se com as situações de emprego e saúde”, sendo também ainda referidos “aspectos relacionados com o local de residência, ambiente familiar, qualidade de vida, rendimentos auferidos ou a situação do país”.

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