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Centro-Direita: Ambição autárquica à mercê de acordos locais

14 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Centro-Direita: Ambição autárquica à mercê de acordos locais

Um protocolo com vista às eleições autárquicas de 2017 foi outorgado, ontem (13), por dirigentes do PSD e do CDS/PP, mas, apesar do seu âmbito nacional, limita-se a “enquadrar acordos de coligação celebrados a nível local”.

Para efeitos de repartição dos votos e da inerente aspiração à obtenção de subvenção pública, o Partido Social-Democrata e o Partido Popular concluíram por um critério de quatro para um (80 por cento para a associação cívica de Pedro Passos Coelho e 20 por cento para a de Assunção Cristas).

Intitulado acordo-quadro, o referido protocolo visa angariar “novos protagonistas” para a gestão autárquica.

Em 2013, o líder concelhio do CDS/Coimbra, Luís Providência, reclamou um critério de três para um aplicável à hierarquização dos primeiros quatro nomes de uma eventual lista de Centro-Direita para o Município conimbricense.

Neste contexto, gorou-se a reedição da coligação “Por Coimbra” que conquistara a Câmara em 2001, 2005 e 2009.

A menos de um ano das eleições locais de 2017, nas hostes social-democratas, são alvitrados para a principal cadeira da praça de 08 de Maio os nomes de João Barbosa de Melo (vereador), Álvaro Amaro (Guarda), João Moura (Cantanhede), Jaime Ramos (ex-governador civil), Margarida Mano (deputada à Assembleia da República), José Martins Nunes (presidente do CHUC) e Nuno Freitas (ex-vereador e membro da Assembleia Municipal conimbricense).

Passos Coelho tem insistido em só no primeiro trimestre de 2017 indigitar os candidatos do partido a líderes dos municípios que são capitais de distritos, mas o jornalista Eduardo Oliveira e Silva opinou, hoje, que “o atraso na definição de estratégias e de candidaturas desgasta fortemente” o timoneiro social-democrata.

“No sempre aliciante (…) exercício de futurologia a que jornalistas, comentadores, politólogos e políticos se entregam, apaixonadamente, censura-se, com razão, o PSD pelo seu atraso na preparação das autárquicas, coisa que não melhora através do papel assinado, ontem, com o CDS/PP”, assinala o articulista, anterior director do Jornal i.

Para Oliveira e Silva, neste contexto, “a manter-se a situação, a ebulição actual vai agravar-se, diariamente, e só por tacticismo é que potenciais opositores de Passos Coelho se reservam para depois das eleições autárquicas”.