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Centro de Medicina de Reabilitação do Centro integra 81 precários

13 de Agosto 2018

O Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro (CMRRC) vai abrir o procedimento concursal para a integração de 81 trabalhadores precários.

“A luta foi decisiva para esta primeira fase” do processo, que passa pela integração no mapa de pessoal do CMRRC, afirmou em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPS) do Centro, que pugna pela “contagem de todo o tempo de serviço na carreira e outros direitos” daqueles trabalhadores.

O STFPS do Centro recebeu a informação de que “o processo foi desbloqueado” e que a administração do antigo Hospital Rovisco Pais, na Tocha, concelho de Cantanhede, “estava agora com todas as condições para abrir o procedimento concursal”.

A presidente do conselho de administração do Centro de Medicina e Reabilitação, Margarida Sizenando, confirmou esta informação à agência Lusa.

“Estamos a iniciar a abertura dos processos concursais e vamos fazer o possível para que o processo seja rápido, porque é uma necessidade”, adiantou Margarida Sizenando.

Segundo uma nota do sindicato, assinada pelo dirigente José Manuel Dias, “a todo o momento, os trabalhadores serão convocados para entregarem nos Recursos Humanos a documentação que lhes for exigida para o procedimento concursal”, ao abrigo do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), aprovada pela Assembleia da República.

“Após tantos anos a recibo verde, 81 trabalhadores precários vão ser integrados como trabalhadores efectivos do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro”, na Tocha, distrito de Coimbra, congratula-se a organização.

José Manuel Dias recorda que “diversas foram as lutas dirigidas pelo STFPS do Centro, nas quais se destaca a greve de 10 e 11 de Julho”, que incluiu uma concentração no primeiro dia.

Por sua vez, Margarida Sizenando disse à Lusa que os 81 profissionais com vínculo precário abrangidos neste processo representam 32 por cento do total de trabalhadores do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro.

Os precários são maioritariamente assistentes operacionais e assistentes técnicos, a que se juntam “alguns técnicos superiores”, dos quais vários trabalham a recibo verde há quase 15 anos, de acordo com a presidente do conselho de administração.