Coimbra  7 de Agosto de 2020 | Director: Lino Vinhal

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CEARTE vai conservar e restaurar peças do Seminário Maior de Coimbra

24 de Julho 2020 Jornal Campeão: CEARTE vai conservar e restaurar peças do Seminário Maior de Coimbra

O Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património (CEARTE) e o Seminário Maior de Coimbra celebraram, recentemente, um protocolo de colaboração na área da conservação e restauro de peças de arte sacra de património móvel.

O protocolo que entra, agora, em vigor destina-se a restaurar diversas peças de arte sacra, através do curso de “Técnico Especialista de Conservação e Restauro de Madeira – Escultura e Talha”, desenvolvido pelo CEARTE em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar e o Departamento de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

O reitor do Seminário, Padre Nuno Santos, e o director do CEARTE, Luís Rocha, consideraram “esta parceria uma mais-valia para ambas as Instituições, pela importância da conservação e restauro de algum do património do Seminário, que se reflecte na valorização do mesmo, mas também possibilitando aos formandos intervirem com o devido rigor e acompanhamento técnico-científico em peças de arte sacra, fundamentais para a qualidade da formação ministrada”.

O Centro de Formação sediado em Coimbra, com mais de três décadas de especialização no domínio do artesanato e do património em todo o país, tem estendido a sua área de actividade a outros domínios da formação, com particular relevo na área patrimonial que, através de um protocolo com a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), em 2019, tem promovido formação dirigida aos funcionários daquela entidade pública, sendo, também, responsável pela recuperação e restauro, nos últimos tempos, de algumas obras de arte de diversas instituições nacionais.

É neste âmbito que o CEARTE passa, em contexto de formação, ministrada pela equipa de formadores, a assegurar a conservação e restauro de seis peças de arte sacra do Seminário Maior de Coimbra.

Assim, cabe ao Centro efectuar o estudo histórico e técnico-artístico de cada elemento, que passa por um exame com lupa; uma observação com luz rasante, luz transmitida; luz ultravioleta, a que se seguem ensaios de laboratório; montagem estratigráfica; um exame histológico de madeira com identificação de alguns pigmentos e cargas; e a respectiva intervenção de conservação acordada.