Coimbra  23 de Setembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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CDU alerta para bocas de incêndio de “faz-de-conta” em Lorvão

7 de Agosto 2020 Jornal Campeão: CDU alerta para bocas de incêndio de “faz-de-conta” em Lorvão

A CDU tem vindo a propor, já desde 2017, que se faça um mapa das bocas de incêndio da freguesia de Lorvão, considerando que esses equipamentos existem mas não estão a funcionar.

O partido alerta para a necessidade de se elaborar, não só um mapa das bocas de incêndio, mas também “um ensaio de funcionamento e simulacros com os bombeiros e com a população e se instalem kit´s de primeira intervenção nos locais de mais difícil acesso, como sejam a zona histórica de Lorvão, o lugar do Caneiro, entre outros”, propostas que, até ao momento não foram concretizadas “porque, segundo diz o presidente da Junta de Freguesia, Alípio Batista, elas estão lá, mas não funcionam, não têm água ou não têm pressão suficiente que as faça funcionar”.

“Não podendo aceitar estas respostas e muito menos a inacção da Junta de Freguesia, a CDU foi insistindo todos os anos, alertando para os perigos daqueles locais e da zona circundante do Mosteiro de Lorvão e propusemos, em Junho deste ano, que se elaborem ‘Planos de Emergência’ das aldeias, devendo começar-se pelos lugares de maior risco, que necessariamente devem conter os planos de evacuação, os sistemas de alerta, os locais de concentração e refúgio da população e instalação dos meios de defesa do local e de combate aos incêndios, que depois de elaborados, devem ser implementados com a realização de simulacros em colaboração com a Protecção Civil e tal como previsto no ‘Programa Aldeia Segura’”, nota a CDU.

E acrescenta: “até à elaboração e implementação dos planos, insistimos que devem ser tomadas algumas medidas preventivas e correctivas, como a verificação e reforço das bocas de incêndio”.

Neste sentido, o partido aponta o dedo ao presidente da Junta por dizer que “não vale a pena, porque as bocas de incêndio não funcionam e que os bombeiros já vêm equipados com os meios”.

“E mais uma vez perguntamos: e nos locais onde não chegam os carros de bombeiros, como nalgumas zonas dos lugares do Caneiro, S. Mamede e Lorvão? E quando os bombeiros não conseguirem dar resposta a tantas solicitações?”, questiona.

“A segurança das pessoas e a defesa das nossas aldeias e do nosso património não podem continuar entregues à sua sorte e ao abandono, como está a freguesia”, afirma, sublinhando que irão continuar a “exigir que as autarquias e os seus representantes cumpram o seu dever e assumam as suas responsabilidades”.