Coimbra  23 de Janeiro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Caudal do rio Mondego baixou mas alerta de cheia em Ereira mantém-se

22 de Dezembro 2019

Apesar da chuva que se fez sentir durante a noite e esta manhã, o caudal do rio Mondego baixou consideravelmente e a situação está mais controlada, ainda que exija continuar alerta.

O colapso da margem direita perto de Formoselha, a diminuição do caudal do rio Ceira e as descargas controladas na Aguieira permitiram baixar o caudal do leito do Mondego.

As próximas horas serão importantes e a situação de alerta mantém-se, até porque há agora o perigo de inundação na povoação de Ereira, que fica na margem direita do Mondego, para onde a água se está a dirigir após o colapso da margem direita.

“Em Ereira a água já subiu cerca de dois metros e isso preocupa-nos”, revelou, hoje, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

Para além da inundação, os constrangimentos que a água traz às populações demorarão “semanas” a ser resolvidos, porque “a água vai demorar a sair”.

Foram alagados entre cinco e seis mil hectares nos campos do Baixo Mondego, na margem direita, e, por isso, “as próximas horas serão decisivas”, adiantando ainda o autarca que tudo está já a ser monitorizado.

Já o comandante distrital da Protecção Civil, Carlos Tavares, sublinhou, precisamente que a “preocupação agora é Montemor-o-Velho e Ereira”, porque o risco de cheia é real e “poderá ser mais rápido ou mais lento, dependendo se houver ou não colapsos, porque as águas continuam a causar pressão”.

O objectivo agora passa pela monitorização, que está a ser feita em permanência, para que a Aguieira continue a fazer “descargas controladas, mas de forma a que não afecte as populações a jusante e, também, para ter encaixe para futuros fenómenos meteorológicos”, afirmou Carlos Tavares.

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