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Catedrático de Coimbra na supervisão da RTP

18 de Setembro 2017

Vieira de Andrade, catedrático de Direito da Universidade de Coimbra, deverá ser designado, hoje, para ter assento no Conselho Geral Independente da RTP em representação do Conselho de Opinião.
O CGI define as linhas orientadoras da RTP para o cumprimento das obrigações do serviço público televisivo, cabendo-lhe nomear o Conselho de Administração da empresa.
A lei estipula que o CGI da RTP, criado em 2014 pelo outrora ministro Miguel Poiares Maduro, mudasse, por sorteio, três dos seus membros, a meio do primeiro mandato, sendo apeados Álvaro Dâmaso (cooptado), Ana Lourenço (indigitada pelo Governo) e Manuel Silva Pinto (indicado pelo Conselho de Opinião). Permanecem como membros do órgão António Feijó, Diogo Lucena e Simonetta Luz Afonso.
José Carlos Vieira de Andrade, 68 anos de idade, é o nome proposto para substituir Manuel Silva Pinto no órgão de supervisão da RTP.
Reputado catedrático de Direito Público, Vieira de Andrade é autor de vários livros e artigos, onde constam, por exemplo, “Os direitos da pessoa e a comunicação social na perspectiva jurídica” e “O serviço público de televisão na ordem jurídica portuguesa”.
Reconhecidamente discreto, José Carlos admitiu, em 2003, em declarações ao “Campeão”, que “o máximo de exposição pública” a que tinha estado sujeito ocorrera ao proferir “duas palavrinhas” num tempo de antena de campanha eleitoral por ocasião de uma colaboração com o CDS na década de 80 [do século XX].
As incursões mais politizadas do professor universitário aconteceram por via da amizade que o ligou a Francisco Lucas Pires (falecido em 1998).
Jornalistas que abordam José Carlos Vieira de Andrade em busca de um esclarecimento, eminentemente jurídico, ou de uma opinião sabem tratar-se de um académico dotado de invulgar sentido prático.

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