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Carlos Cortes tomou posse apelando à “união dos médicos”

7 de Fevereiro 2017 Jornal Campeão: Carlos Cortes tomou posse apelando à “união dos médicos”

O médico Carlos Cortes, reeleito no final de Janeiro, “com a maior votação de sempre”, tomou posse, ontem (06), como presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM).

No discurso que deu início ao mandato para 2017/2019, Carlos Cortes não se escusou a fazer críticas ao antigo e ao novo Governo, exortando os profissionais a unirem-se “à volta dos valores da medicina e da defesa dos direitos dos doentes. Uma união para uma sociedade mais justa e, sobretudo para uma saúde mais solidária”.

O presidente reeleito assumiu “a exigente mas compensadora função” com “um profundo sentimento de responsabilidade e dever para com os médicos e para com os doentes”, além de admitir uma “enorme ambição de contribuir para melhorar o estado da saúde no nosso país”, já que a Ordem dos Médicos “deixou de estar paralisada, subserviente e opaca”.

Fazendo um balanço dos três últimos anos, Carlos Cortes afirmou que foi um caminho com obstáculos, com muitas intervenções públicas, um período em que “inovaram, reestruturaram e modernizaram” a Ordem.

“A Saúde não se faz à custa de propaganda fútil. A Saúde faz-se nos serviços, nos consultórios, nos blocos operatórios, nos hospitais, nos centros de saúde e no dia-a-dia de cada médico”, alertou o líder dos médicos da região Centro, acrescentando que os Governos têm tomado “decisões com impacto negativo na nossa vida. Pequenas decisões que, tantas vezes, nos provocaram uma profunda irritação”. Carlos Cortes notou, por isso, que “nada antevê poder vir a melhorar” nos próximos três anos, até porque “a formação médica contínua foi prejudicada, esvaziando-a dos hospitais públicos e desviando-a para o sector privado ou instalações hoteleiras sob um manto de fingimento e de moralização”, esclareceu.

O presidente da SRCOM garantiu que a entidade irá “exercer o papel que lhe é atribuído nas competências delegadas pelo Estado e cujo papel está inscrito nos seus estatutos e no seu Código Deontológico”. “É nossa responsabilidade voltar a definir a essência e os limites da nossa profissão”, sublinhou.

Na cerimónia esteve, também, o futuro bastonário, Miguel Guimarães, bem como o actual, José Manuel Silva, que em jeito de despedida fez alusão à “experiência fantástica” de ser bastonário, um cargo que exerceu “com entrega e satisfação” em prol “do associativismo médico”.

O bastonário cessante alertou para a necessidade de se tomarem “decisões menos políticas e mais técnicas, com uma avaliação mais rigorosa”. “Precisamos de lutar permanentemente pela qualidade da saúde em Portugal e pela defesa dos médicos e dos doentes, esse é a grande missão da Ordem”, concluiu.

Na cerimónia tomaram, ainda, posse os elementos eleitos para a Mesa da Assembleia-Geral, para o Conselho Regional do Centro, Conselho Fiscal, Conselho Disciplinar, Mesa da Assembleia Sub-regional de Coimbra e Assembleia de Representantes da sub-região de Coimbra.

José Manuel Silva, bastonário cessante; Miguel Guimarães, bastonário eleito; e Carlos Cortes, presidente da SRCOM

José Manuel Silva, bastonário cessante; Miguel Guimarães, bastonário eleito; e Carlos Cortes, presidente da SRCOM