Coimbra  24 de Janeiro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Carlos Cortes considera o Hospital Compaixão uma “obra impressionante”

13 de Janeiro 2020

Carlos Cortes visitou o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, acompanhado por Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP, e pela responsável pelo projecto, Gabriela Andrade

 

O presidente da Secção Regional Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, visitou recentemente o Hospital Compaixão, considerando-a como “uma obra impressionante que tem localização estratégica”.

O médico afirmou que o Hospital tem “uma localização estratégica, numa área geográfica com carências em termos de serviços de saúde”, pelo que é “uma obra necessária, desejável e de grande utilidade para as populações desta região do Pinhal Interior”. “É preciso que as valências que esta unidade hospitalar contém funcione, para poder verdadeiramente servir a população”, notou Carlos Cortes.

O presidente da SRCOM lamentou, ainda, o facto de o Hospital continuar fechado: “Infelizmente o que acontece muitas vezes é encontrar na Saúde todas as condições para podermos servir as pessoas, mas devido a questões administrativas não o podem fazer. Acho que é muito importante o Ministério da Saúde não limitar a sua acção nos grandes centros urbanos e para também colocar o seu olhar em zonas mais desprotegidas e carenciadas”.

“Tecnicamente o Hospital Compaixão possui as áreas fundamentais para a prestação de cuidados de saúde, demonstra uma organização estrutural adequada, com instalações e equipamentos de última geração e um bloco cirúrgico de fazer inveja a muitos outros hospitais. Esta unidade propõe para a Rede NCI 30 camas e 10 de cuidados paliativos, o que é no contexto nacional uma preciosidade que não pode continuar sem abrir”, realçou.

Carlos Cortes sublinhou, ainda, que “os cuidados continuados são uma lacuna, não há nenhuma cama destas tipologias em todos os concelhos do Pinhal Interior”, notando que “um dos grandes problemas do Serviço Nacional de Saúde tem a ver com os doentes que necessitam de sair dos hospitais de agudos e e precisam de encontrar camas nessa rede, perto da sua área de residência para poderem manter contacto mais próximo com os seus familiares”.

“Esta oferta do Hospital é um projecto humanista e solidário para toda esta região, que mais uma vez deverá merecer uma atenção redobrada do Ministério da Saúde para se combater num país que tem duas vertentes na saúde, uma do Litoral e outra do Interior, e este infelizmente tem sido demasiadas vezes desprezada”, condena.

Para o médico, “este projecto é muito importante não só no contexto da região mas, também, na sua capacidade em aliviar outras importantes unidades de saúde, com os Hospitais Universitários de Coimbra e melhorar o serviço nacional de saúde na sua globalidade”, acrescentou.

Em conclusão, Carlos Cortes afirmou que “este projecto atenderá não só aos cuidados de saúde dos doentes mas também ajudará o próprio Serviço Nacional de Saúde”.

Recorde-se que o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, e construído pela Fundação ADFP, está pronto para funcionar desde Abril passado.

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