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Capital da Cultura: Vereador sugere à CMC que abra os cordões à bolsa

28 de Agosto 2018 Jornal Campeão: Capital da Cultura: Vereador sugere à CMC que abra os cordões à bolsa

O movimento “Somos Coimbra” sugeriu, hoje, que a candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura seja contemplada com uma fatia de nove milhões de euros por ano de financiamento municipal.

Como o evento que Coimbra aspira a acolher vai realizar-se em 2027, a recomendação do vereador independente, José Manuel Silva, aponta para um montante de investimento camarário estimado em, “pelo menos”, 81 milhões de euros.

A sugestão não suscitou qualquer comentário do líder do Município conimbricense, Manuel Machado (PS), nem da vereadora da Cultura, Carina Gomes.

O alvitre de José Manuel Silva, anterior bastonário da Ordem dos Médicos, teve como objectivo habilitar a principal autarquia de Coimbra a “reunir todas as condições para o êxito da candidatura” da cidade.

O autarca indicou que os custos da edição do evento realizada em Guimarães, há seis anos, ascenderam a 111 milhões de euros (41 destinados ao programa cultural).

“O orçamento da Câmara Municipal de Coimbra deve reservar, desde já, o mínimo de nove milhões de euros / ano”, preconizou o líder do movimento cívico, em cujo ponto de vista urge congregar “todos os meios objectivos para se tratar de uma candidatura de sucesso”.

Neste contexto, José Manuel Silva defendeu “capacidade de proporcionar a Coimbra a profunda transformação cultural, social, urbana e turística” de “que [ela] precisa para se renovar, afirmar-se no futuro e voltar a crescer em termos demográficos”.

Por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Juventude, a 12 de Agosto, “Somos Coimbra” alertou para o facto de, em 16 anos, o concelho ter sofrido uma «sangria» de 42 por cento dos munícipes com idades compreendidas entre 15 e 34 anos.

De 2001 a 2017, a população abrangida por aquela faixa etária diminuiu de 43 496 pessoas para 24 963 (menos 18 533 jovens conimbricenses num horizonte de década e meia).

Dos zero aos 14 anos, no mesmo período temporal, o número de jovens residentes em Coimbra baixou de 20 819 para 16 845 (redução de 19 por cento).

“Coimbra estagnou, não se desenvolve, a Câmara Municipal não atrai grandes investimentos e sofre de uma impiedosa burocracia e de taxas insuportáveis”, alega o movimento.