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Cantanhede vai reabilitar instalações da Escola Técnico-Profissional

21 de Novembro 2016 Jornal Campeão: Cantanhede vai reabilitar instalações da Escola Técnico-Profissional

As antigas instalações da Escola Técnico-Profissional de Cantanhede (ETPC) vão ser alvo de um projecto de reabilitação, que a autarquia de Cantanhede se encontra, actualmente, a seleccionar.

Os 22 trabalhos de concepção arquitectónica e de engenharia apresentados estão, agora, a ser classificados em função dos critérios enunciados no processo de concurso público levado a efeito, no qual constavam os objectivos da intervenção a realizar, de acordo com o previsto no Programa Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Cantanhede.

A ideia é “requalificar o edifício onde durante muitos anos funcionou a ETPC e que entretanto ficou devoluto na sequência da transferência deste estabelecimento de ensino para o antigo Colégio Infante de Sagres”, revela a Câmara Municipal de Cantanhede.

O edifício é uma construção que, outrora, serviu de cavalariças da casa brasonada onde agora funciona a Casa Municipal da Cultura e o Museu da Pedra, tendo sofrido ao longo dos anos sucessivas intervenções para a adaptar aos diferentes usos que lhe foram dados ao longo do tempo.

A área de intervenção definida do programa preliminar é de aproximadamente 3 700 metros quadrados, visando dotar o imóvel de novas funcionalidades, promover a sua articulação funcional com a Casa Municipal da Cultura e o Museu da Pedra e criar uma frente urbana qualificada naquela que é uma zona nobre da cidade.

Em relação à remodelação e valorização das instalações, o projecto vai ter de incluir um posto de turismo, que deverá dispor de um espaço para exposição e venda de produtos de carácter turístico, e uma área complementar à Casa da Cultura para acções dedicadas à preservação da memória, da etnologia e da etnografia do concelho.

No entanto, “a intervenção a realizar na Casa da Cultura deverá privilegiar a existência de espaços amplos, a criação de novas instalações sanitárias e o aproveitamento do sótão numa solução idêntica à que foi efetuada no Museu da Pedra, com a qual deverá ser estabelecida ligação funcional”, salienta a autarquia.

Está, ainda, prevista a melhoria das condições técnicas e de climatização dos edifícios a intervencionar, bem como a substituição ou reparação dos componentes que se encontrem obsoletos.

No que à envolvente ao edifício diz respeito, as propostas de requalificação passarão “pela valorização do espaço público, contemplando o seu enquadramento com a futura requalificação urbana da rua dos Bombeiros Voluntários, através de uma reinterpretação da imagem exterior de todo o edificado que potencie a sua expressividade arquitectónica”, nota.

Na gestão territorial, é exigido que, quer as construções a executar, quer as obras de transformação e renovação deverão salvaguardar os valores culturais arquitetónicos, urbanísticos e paisagísticos da zona em que se inserem os edifícios, tanto mais que a Casa da Cultura está classificada como imóvel com valor arquitectónico, conforme consta na Carta do Património, o que impede a alteração das suas fachadas e a ampliada da cércea.

As propostas apresentadas devem ser “financeiramente racionais e sustentáveis, devendo conter a estimativa global da intervenção, de modo descriminado e devidamente justificada”, realça o Município.

Essa estimativa é balizada pelo valor da candidatura ao programa comunitário de apoio Portugal 2020, designadamente 850 000 euros, mais IVA.