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Cantanhede reivindica respostas para os problemas na saúde

27 de Setembro 2018

A presidente da Câmara de Cantanhede diz estar “ muito preocupada com os sinais de degradação que se têm vindo a acentuar na prestação de cuidados saúde no concelho, por falta de resposta da tutela em colmatar as insuficiências”.

Conforme anunciou, hoje, o Município, a análise dos problemas e a procura de soluções foi o mote da reunião promovida por Helena Teodósio com representantes das entidades do sector da saúde e titulares de órgãos políticos locais, designadamente o Executivo camarário, presidentes de Junta e membros da Assembleia Municipal eleitos pelo PSD, PS e CDU.

Relativamente ao Hospital Arcebispo João Crisóstomo, refere-se que foi assinalada “a escassez de valências cirúrgicas, a oferta limitada de consultas de especialidades e a falta de condições de trabalho em algumas áreas desta unidade hospitalar, que se debate com dificuldades de contratação de pessoal devido ao seu estatuto no âmbito do Sector Público Administrativo”.

Quanto à consulta aberta do Centro de Saúde, constou-se que “não responde às necessidades da população, sendo necessário implementar rapidamente um atendimento de urgência com mais médicos e um horário mais alargado com disponibilidade de meios complementares de diagnóstico”.

“Por outro lado, nas unidades de saúde familiar e nas extensões de saúde tem-se vindo a acentuar a falta de médicos para dar resposta às necessidades, o que deixa as populações desprotegidas, e trata-se de uma situação que tem de ser alterada urgentemente, bastando para isso que a Administração Regional de Saúde do Centro cumpra com o que se comprometeu no protocolo que celebrou há anos com a Câmara Municipal”, refere a autarquia.

No que diz respeito ao Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, o que suscita mais preocupação “é o futuro que a tutela reserva para esta unidade hospitalar de referência a nível nacional, sobretudo quanto ao seu estatuto e quanto ao financiamento das obras programadas para aumentar o número de camas”.

No decurso da análise aos serviços de saúde, Helena Teodósio lamentou que “a ARS Centro não esteja a respeitar o que acordou com a Câmara Municipal relativamente ao funcionamento dos Postos de Atendimento de Cuidados de Enfermagem, uma resposta social criada e financiada pela autarquia ao abrigo de um protocolo que envolve também as juntas das freguesias que não possuem extensões de saúde”.

“Este tipo de atendimento de proximidade com as populações tem-se revelado da maior utilidade, responde às necessidades das pessoas, sobretudo das mais idosas, e por isso estranhamos muito que a ARS-Centro não esteja a cumprir a parte que lhe compete no âmbito do protocolo e lamentamos também que não responda ao nosso pedido para que sejam criados mais três postos onde realmente fazem falta”, referiu a autarca.

No encontro participaram o presidente do Conselho Directivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, António Sequeira, o administrador da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, António Alexandre, a coordenadora da Unidade de Cuidados Continuados Vivenda São Francisco, Lorena Oliveira, o secretário da Direcção da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, Pedro Miguel Lopes Silva, e o presidente do Conselho Jurisdicional desta entidade, Valter José Mendes de Amorim.

 

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